STAR TREK : ANÚNCIADO O SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO
Por : Pettersen Filho O Espaço: A Fronteira Final. Essas são as viagens da Nave Estelar Enterprise para descobrir Novos Mundos. Novas Civilizações. Novos Planetas. Audaciosamente estando, onde nenhum Homem jamais esteve. Star Trek: Jornadas nas Estrelas Era, mais ou menos assim, se não me trai a Memória, que começava, com musicalidade e ineditismo espetaculares, uma Velha Serie de Ficção Cientifica Espacial da Década de Sessenta, pouco antes do Homem , na realidade, pousar na Lua , desmistificando, para todo o sempre, o intransponível Espaço que separa o Sonho das coisas Factíveis. Assim foi que o Presidente Lula , na sua breve passagem pela Espanha, em mais uma Tour Presidencial pela Europa, Ásia e África, essa Semana, anunciou, com pompa e luxo, o Lançamento , previsto para o dia 03/11, do novo Plano de Segurança e Defesa do Brasil , o qual, inclui, segundo suas declarações, na próxima década, muito provavelmente, depois de findo o seu Mandato Político , em 2010, a Construção do Primeiro Submarino Movido à Energia Nuclear , pelo Brasil, causando, no exterior, inconsequentemente, estardalhaço, além de especulações sobre uma possível Corrida Armamentista na América Latina. No entanto, tal Anúncio , feito no Gerúndio ,tipo: estaremos fazendo, amanhã , misturando tempos verbais (Presente e Passado), com certo, e total, atraso, como se fosse uma dessas Series de Ficção Cientifica de George Lucas ou Stivie Spilberg , como é a pratica dos Governos Civis que se instalaram no Brasil , com a derrocada do Militarismo , em 1985, e com a Abertura Política, quando, numa atitude de vingança, aparentemente revanchista, de Graves Conseqüências Estratégicas , sob o ponto de vista da Geopolítica , no que tange a Segurança e a Defesa Nacional, na verdade, oculta, e disfarça, um Sonho perpetrado pelos Militares ,desde a Década de Setenta, quando se concebeu Aramar , em São Paulo , o Centro de Estudos Nucleares da Marinha de Guerra do Brasil , há muitos anos na Geladeira Política , dissimulando a sua natural vocação cientifica para o feito, onde já existe, pronto e funcional, um Reator Nuclear, inteiramente desenvolvido pela Marinha , destinado a compor o Grupo Propulsor do tal Submarino , testado e aprovado, desde os Anos Oitenta, portanto, há mais de vinte anos atrás, contudo, sem que a tal Decisão , efetiva, como a anunciada, agora, fosse tomada, com décadas de atraso estratégico. Porém, o simples anúncio: Faremos um Submarino Nuclear , como o feito por Lula , na Espanha, dissimula, além, outras questões , aparentemente não tratadas no anunciamento, de imenso valor Estratégico , no que monta a Soberania Nacional , exacerbada pela descoberta de Petróleo na Camada Pré-sal, 300 quilômetros Oceano Atlântico adentro, perto da Ilha Anglo-americana de Ascensão e Santa Helena, onde esteve recluso, em seus últimos dias, como prisioneiro, Napoleão Bonaparte: Ocorre que o Submarino , como embarcação militar, tradicional, surgiu, como arma estratégica de guerra, pelas mãos hábeis dos alemães, com seus famosos U-boats , por volta de 1940, quem aterrorizaram as rotas de suprimento dos Aliados , na Segunda Grande Guerra Mundial , chegando, mesmo naqueles tempos, a singrar as águas do Atlântico Sul, nas Costas do Brasil , levando a pique inumeráveis embarcações brasileiras, contudo, somente após a Segunda Guerra, incorporado maciçamente por outros paises como arma de ataque estratégica. No Brasil , à grosso modo, os primeiros submarinos incorporados vieram pelas mãos generosas dos americanos, ainda nas Décadas de Sessenta/Setenta, através dos modelos ultrapassados, de propulsão à diesel, Classe Guppy , desengajados das Frentes de Batalha Americanas, do pós-guerra, tendo navegado, embora que obsoletamente, até recentemente, quando foram finalmente desativados. Foi, contudo, no fim da Década de Setenta que o Brasil , já com provável ambição nuclear, tentou adquirir seus primeiros submarinos próprios, num Acordo com a Inglaterra , nunca completamente concluído, por obvias razões estratégicas dos ingleses, em que o País comprou três espécimes ingleses, ainda diesel-propulsados, Classe Oberon , a serem construídos na Inglaterra, dos quais,outros dois deveriam ser construídos, com repasse de tecnologia, no Arsenal da Marinha , no Rio de Janeiro, no entanto, nunca concluídos, por obvias razões de não-repasse de Know How Militar , enquanto, já engajados na Marinha do Brasil , um dos três submarinos adquiridos, efetivamente entregues, aqui batizados de Riachuelo, Tonelero e Humaitá , numa exaltação a Guerra Naval com o Paraguai , chegou a afundar, embora ancorado, no próprio Porto, em condições estranhíssimas, segundo, à época, por mal acionamento de seus lastros, ou por provável submersão, sem que se tivesse, ao menos, fechado uma das suas escotilhas... Frustrada, contudo, em suas ambições navais, enquanto o Reator de Aramar ensaiava os seus primeiros cavalos de força, a Marinha partiu para um Acordo com a Alemanha , adquirindo os modestos submarinos Classe 209 , alemães, construindo-os no próprio Arsenal Carioca, aqui batizados de Classe Tupi , no total de três, o último deles, batizado de Tikuna , todos, nomes indígenas, já bem nacionalizado, com casco e torres estendidos, feitos pelos Engenheiros da própria Marinha , objetivando, numa outra serie, futura, talvez, acondicionar Propulsão Nuclear. Ocorre que, no Brasil , as coisas, mesmo as mais importantes, não são tratadas, necessariamente, com visão de Longo Prazo , ou de forma Estratégica , como se assemelha o caso do tal, anunciado, Submarino Nuclear , segundo os planos, o quais se esboça, em que pretenderia o Brasil estabelecer uma Suposta Aliança Estratégica com a França , e, Importar , agora, depois de todo o já realizado, a Tecnologia adequada, dos submarinos franceses, o que é, minimamente, temerário, ante ao árduo caminho já trilhado pela própria Marinha do Brasil ,independentemente. Ora, pois, se não é verdade que, o próprio conceito de Submarino , como arma de ataque disel-propulsada, diferente da Segunda Guerra , mudou, devido aos seus aspectos de possuir Propulsão Atômica , destinada a torna-lo independente dos Portos de Reabastecimento, e, logicamente, minimamente dotados de Mísseis Nucleares , o que a Opinião Pública Tupiniquim ainda não atentou, sendo, muito mais, uma arma de Revide e Dissuasão , inventada pela Guerra Fria , destinada a manter-se oculta, e possuir um poder de inequívoca devastação, em caso de contra-ataque, fatal e inibidor, a fim de que se evite o próprio Conflito , o que, no entanto, não parece ser o pressuposto, do submarino Made in France brasileiro, até por dogma de Vedação Constitucional de que utilize-se, o Brasil, de Armas Nucleares , o que soa-nos, como contraditório. Além disso, um Submarino Nuclear , como proposto, envolve outros aspectos, como por exemplo, o Centro de Lançamento de Foguetes Espaciais de Alcântara-MA , que vinha sendo desenvolvido pela Aeronáutica e CTA Centro Tecnológico Aeroespacial, indispensável ao desenvolvimento dos eventuais Mísseis - vetores , de Lançamento de Artefatos Nucleares, e Satélites, ora semi-paralisado, desde o ultimo, e quarto acidente (?) seguido, com os VLS`s Veículo Lançador de Satélite , o Sonda IV, em 2003, que ceifou a vida de 21 abnegados Cientistas Brasileiros , nunca Reconstruído e Ampliado, devido a Área em Questão, o local da sua Localização , potencialmente, abrigar Minorias Éticas Quirombolas , descendentes de Escravos Africanos, problemas com que não se defronta a França , na Guiana Francesa , há poucos quilômetros dali, onde pratica, por economia financeira e facilidade logística, os testes e lançamentos do Consórcio Europeu Ariane . Assim, enquanto tais contradições não forem decantadas, dentre outras, mais extensas, nos parece que, o tal Submarino Nuclear Brasileiro , anunciado pomposamente por Lula , na Europa, ao passo que os Americanos acabam de recriar a sua Terceira Frota Naval , que operou durante a Segunda Guerra Mundial, a fim de ocupar o Atlântico Sul Brasileiro , e, por seu turno, a Rússia , ora, manda as suas Forças Navais Nucleares prestar Exercícios de Guerra com a Armamentista Venezuela , de Hugo Chaves, no Mar do Caribe, a Marinha do Brasil , entrementes, permanece a ver navios ,apenas ensejando os seus justos Sonhos Startrekinianos de possuir uma Belonave Atômica , ainda que ancorada no Arsenal das Boas Intenções , e da Burocracia Dissimulada , do Presidente Civil Luis Inácio Lula da Silva, e França : Tudo, apenas mais um PAC Plano de Aceleração do Crescimento . Este, contudo, destinado, aparentemente, a iludir, no seio da sua Caserna Política, a própria Sociedade Brasileira . |