OPINIÃO : A ENCICLOPÉDIA ECOLÓGICA DO PAPA FRANCISCO

Por : Germano Machado

A Encíclica Ecológica do Papa Francisco - também chamada Encíclica Verde, mostra a gravidade da problemática internacional do meio ambiente. Na sua primeira carta Lumen Fidei, o Papa Francisco abriu uma perspectiva muito grande para o entendimento entre os cristãos e os homens de boa vontade que existem em todos os continentes. É uma grande peça teológica e vale a pena ler. Quanto a Encíclica Verde, sobre o meio ambiente, é tão importante quanto a anterior.

 

Destruindo as matas, as florestas, não plantando onde há água pouca ou disponível, não cuidando das matas amplas de toda Ásia, igualmente do Brasil, não cuidando de impedir que derrubem as árvores nativas de primeira qualidade, como o mogno, derrubado para fazerem mobílias e assim por diante para os estados ricos, dentre eles São Paulo e Rio de Janeiro. O Papa Francisco é carismático: o apoio que deu a Obama e ao presidente de Cuba, Raúl Castro, só se irá compreender no futuro. Cuba já tem embaixada em Washington e os Estados Unidos já possuem sua embaixada em Havana.

Não deixa o regime cubano, por enquanto, de ser marxista, já melhorou deixando de ser fonte de apoio da antiga era staliniana. É meio para uma lenta e segura democracia. Francisco está percebendo que a viagem à América Latina: Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, lhe trará alguns problemas, uma vez que não indo à Argentina, sua pátria, demonstra que não vai regular com a presidente Kirchner a antiga desavença entre os dois, embora ela tenha ido cumprimentá-lo no Vaticano e se abraçarem.

Aparentemente, uma viagem à América Latina como visita pastoral, é, porém profundamente política e entrará em contato com elementos de um e de outro lados. A AL está numa situação política-financeira-econômica mais ou menos semelhante aos gregos. Não precisamos falar sobre os problemas brasileiros, sabemos, conhecemos. A Venezuela, entretanto, é uma ditadura típica e, nos outros países, há problemas de gravidade como o das Farcs. O que, mais ou menos, poderá dar um tom menos grave é que Francisco é bem popular, de certo modo bastante carismático e tem um relacionamento normal e natural com as periferias, no seu dizer, ou seja, com as classes menos favorecidas.

Quanto a Cuba e Estados Unidos, é um jogo estratégico de nível internacional: em Cuba para que o governo compreenda que tem de dar liberdade política, religiosa e abrir mais o regime. Pouco a pouco tem de aparecer alguém que tenha competência e seriedade, patriotismo mesmo, em face de Cuba. Nos Estados Unidos, há presença de latino-americanos que vão influenciar diretamente em prol de um candidato, não se sabe qual e essa quantidade de descendentes latinos fortalecem a Igreja nos Estados Unidos. Finalmente é muito importante o que o articulista Antônio Justo focaliza e o parabenizo.

Germano Machado

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