OPINIÃO DO LEITOR : ‘CAROS ARTICULISTAS DO JORNAL GRITO CIDADÃO...”

Por : Rejane  Machado

Caros articulistas do jornal  Grito Cidadão

`Caro  Pettersen Filho:

Não sou exatamente uma cidadã "política", mas como habito uma polis e vocês se excedem na arte de nos envolver com  comentários muito pertinentes e oportuníssimos, não há outra saída senão tomar com vocês o bonde e participar também, deitando falação. Contagioso, isso! 

Fazem-nos entender que corrupção é corrupção , não comporta eufemismos, e leis deveriam ser mais claras e não permitir brechas.

 

Eu não sabia que quando se pratica algum ato feio e ele não está ainda catalogado no livro das "possibilidades" que cabem a cada  pessoa praticar antes ou depois da escritura daquilo, ele sofre  gradação: pode  não  ser tão feio, porque antes daquela data nem se cogitava que alguém fosse dotado de tanta criatividade para maquinar em proveito próprio um mapa  que leva a uma proveitosa mina!

Eu pensava na minha inocência que a lei deveria ser clara e transparente, escrita numa língua em que a gente pudesse entender e não naquela que o Professor Aldrovando Cantagalo entendia dever ser a norma comum. (Professora é fogo: vício danado de  recorrer à Literatura, ainda mais de Monteiro Lobato! )- para  forçar o povo a falar direito. Como sabem o personagem que "nasceu por causa de um erro na colocação de um pronome" e morreu pela mesma causa, diante dessa discussão que a gente às vezes assiste, exclamaria:

Luís, Luís por que me abandonaste?  Referia-se, como sabem, a  Frei Luís de Sousa, gramático barroco, fora de moda,  que era o guru do referido e infeliz professor. 

Como se pode entender a criação de leis em proveito próprio? (Além da péssima sintaxe usada!) E quando ele  bradava que deveria se instituir a forca para quem "conspurcasse" a sagrada língua portuguesa, os parlamentares diziam que "seria  "auto-condenar-nos a todos". Imagine-se o que  ele poderia sugerir a quem assaltasse dessa maneira o pobre e maltratado povo!

Percival Puggina  conta-me uma história curiosa sobre um jantar de uns "rapazes alegres" regado a certo vinho cuja garrafa custa a bagatela de R$6.000,00 ! E  tive uma ideia : ao invés de reclamar, caro colega, por que não sugerir que esta beberagem faça parte oficial do cardápio do almoço dos restaurantes populares? Que egoísmo,o seu,  achar que alguns são mais iguais do que outros, não acha? Pense bem!

Mas se eu precisasse usar o restaurante popular dispensaria o vinho  em favor de um belo copo d´água, porque  já nasci com um santo horror a tudo o que contenha álcool. Ao visitar vinícolas em passeios turísticos, na hora da "provinha" sempre preferi ir olhar as flores lá fora, mas  a turma da política é chegadinha !....

Desculpem pela brincadeira, mas  participo totalmente da indignação e revolta de todas as pessoas verdadeiramente patriotas em face desta pouca-vergonha que parece ser própria de certa classe de gente que  teria a obrigação de cuidar de quem não pode comprar leite para dar aos filhos pequenos...

Parabenizo a todos os articulistas, considero este jornal utilidade pública na acepção verdadeira da  expressão.

Abraços a todos

 

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