PETROBRAS: “ PARQUE ECOLÓGICO É, AINDA, APENAS PROMESSA...”

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Por : Pettersen Filho

Inusitado “Acordo” perpetrado pelos “Moradores” da Praia do Canto/Barro Vermelho, em Vitória/ES, através da sua Associação de Moradores , com intermédio do próprio Ministério Público Estadual , criando um “Parque Ecológico” de cerca de 10.000 Metros Quadrados, pouco maior do que um Campo de Futebol, ao lado da Sede Administrativa da Petrobras , na Capital do Estado, como “ Compensação ” pelos danos causados pela Empresa , ao se instalar em uma Área de cerca de 100.000 Metros Quadrados, ZOC – Zona de Ocupação Controlada , na pratica, outrora, ultima Reserva de Mata Atlântica da Ilha, totalmente devastada pela Petrobras , embora houvesse questionamento à Justiça pela ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, para que não abrigasse o local a tal Sede Administrativa, ainda durante a fase de Instalação do Projeto, ora, já completamente executado, sequer saiu do Papel, jamais apaziguando a questão entre a Empresa e a Comunidade local.

 

Acordo, na verdade, assinado desde o começo das Obras, há cerca de cinco anos atrás, com intervenção da Prefeitura Municipal de Vitória , desde que os Moradores da Praia do Canto e do Barro Vermelho foram às ruas, passada a euforia inicial com a instalação da Empresa , arrogantemente, numa Área pertencente a EMESCAM – Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia/ MITRA , entidade responsável pela administração do Caixa da Igreja Católica na Cidade, o que lhe rendeu um substancial repasse mensal pela Petrobras , a titulo da “Cessão” da Área, com compromisso de que a Construção , o “Prédio”, ao cargo d Consórcio OHCC, das Construtoras Camargo Correia Ordebrecht , orçado em Meio Bilhão de Reais , ao fim, fique para a Entidade , no entanto, acontecido em meio a interposição do Ministério Público , tão logo as primeiras chuvas de verão trouxeram lama e detritos às portas das casas dos moradores, uma vez removida a cobertura vegetal que retinha a água das encostas do terreno, acrescidas das repetidas explosões que racharam as casas e prédios das cercanias, com o inicio das obras, o Acordo culminou por extinguir o traçado de uma Rua que haveria no local, ligando a extensão da Rua Guilherme Serrano à Constante Sodré , destinada a descongestionar o Trânsito local.

Vitima da ganância havida entre os Interlocutores do Acordo, a Petrobras , a Prefeitura Municipal e as Associações de Moradores envolvidas, a Rua , extinta de ser implantada, face a falta de Espaço para a criação do Parque Ecológico , não previsto, inicialmente, no “Projeto” da Petrobrás , deu lugar ao tal “Parque”, que, na pratica, somente se prestará à satisfação da Opinião Pública, pela Empresa , diante do clamor da Comunidade Local, na verdade, em prejuízo ao Trânsito , quiçá, até da própria Administração do Município:

Tudo, devido ao interesse escuso de um punhado de Políticos , mais articulados, e tendentes a administrar seus próprios interesses, em contrapartida, com total desprezo ao Interesse Público

Então, é, ou não é, no caso, cambiar um Parque por uma Rua , trocar-se Seis por “Meia Dúzia” ???

Detalhe sórdido:

Os que passam pelo local, mesmo diante da iminência da conclusão da obra da Sede da Petrobras , não encontram nada na área...

Enfim, nem Parque , nem Rua ...

Saiba mais:

SEDE DA PETROBRAS EM VITÓRIA : “INAUGURAÇÃO SEM MEL E COM FEO...”

 

 

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.