OS PROTESTOS DE RUA E O DISCURSO DE DILMA ROUSSEF: “ BLÁ,BLÁ, BLÁ BLÁ...”

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Por : Pettersen Filho

Reunidos na sede do portentoso Palácio do Planalto , em Brasilia/DF, aparentemente, buscando ecoar as Vozes que vêm das Ruas , rompendo, enfim, os poucos centímetros de água do Espelho D'água , que separa do Palácio , através de um fosso profundo, a Classe Política brasileira, dos Movimentos Sociais de Rua , completamente desfalcados de Sigla Política Partidária , o que não é novidade alguma, Governadores de pelo menos 26 Estados da Federação, Prefeitos das 16 maiores Capitais brasileiras, e as figuras mais emblemáticas da Cúpula Ministerial da Presidente Dilma Roussef, diante da forte pressão emanada das ruas de todo o Brasil, apresentaram â Nação, mais uma vez, um mirabolante Plano para contornar o descontentamento popular, que se resume, na pratica, a “mais um pouco do mesmo” velho “Blá, blá, blá Nacional”, tantas vezes já ouvido, frustrando, completamente, quem esperava, realmente, por algo de novo na fala presidencial.

 

Governando , como seus predecessores, na base do “ Embromation ”, discursando para um País do Futuro , que, aparentemente, nesses moldes, jamais ocorrerá, agindo no Gerúndio , no discurso que “já estaremos fazendo”, ou, “vou estar mandando”, assassinando, por completo, a própria Língua Portuguesa , dando idéia de tempo Presente , à ações que somente serão desencadeadas no Futuro, a President”e” Dilma sacou do velho baú a antiga História do “Pacto Social”, inventado pelo Rei João Sem Terra, na Inglaterra Medieval, que hoje já não cola mais...

Advogando a velha idéia do Plebiscito , que, na pratica, é um chamamento popular, para que o Povo participe do Processo , opinando, esquecendo-se que o ultimo Plebiscito que rolou no Brasil, o do Desarmamento , completo e simples, da População , banindo das nossas fronteiras a Fabricação, Venda e o Porte de Arma de Fogo, embora tendo sofrido um sonoro “Não”, em que o Povo Brasileiro recusou a desarmar-se, diante de um Governo Corrupto e uma Polícia Arrogante, que o representa, diante de uma Violência Urbana galopante, o assunto foi, simplesmente, mesmo, e, apesar do “Não Popular”, varrido para debaixo do tapete, sendo, atualmente, mais fácil ao Cidadão Comum ganhar na Loteria Federal, ou Quina, sozinho, mesmo sem jogar, do que adquirir, legalmente, diante dos entraves da Legislação, uma Arma de Fogo para se defender, tal Instituto encontra-se bastante fragilizado no Brasil.

Trazendo em seu bojo, “mais do mesmo”, alias, o que é a tônica presidencial, Dilma, aparentemente surda ao que ocorre nas ruas, reeditou a figura carimbada do Pacto Nacional , que dispôs sob o ordenamento de cinco “Ambiciosas” metas: Responsabilidade Fiscal , prioritariamente, mesmo sendo seu, da President”a”. o Executivo que mais contratou, nos últimos tempos, aparelhando politicamente o Estado Brasileiro com milhares dos seus asseclas partidários, com generosos cerca de 40 Ministérios, o que torna vazio, ou, pelo menos, paradoxo o seu Discurso, Dilma ainda dispôs outras quatro “Grandes” prioridades: Transporte , Saúde , Educação e o famigerado “Complexo de Culpa Tupiniquim” do Combate à Corrupção , ora inócuo, já que somente qualifica a pena, tornando o Crime Hediondo, sem, contudo, aquilatar o Sistema Político que o subsidia.

Acostumados às coxinhas requentadas e ao pastelzinho murcho das solenidades que sempre ocorrem no Palácio do Planalto, vez em quando, no relançamento do Bolsa Família, do Vale Gás, do PAC 1,2,3 e 4, e outras tantas quinquilharias políticas, espelhando a generosidade dos Atos Presidenciais, tratando o Povo com migalhas que subtrai do Orçamento Publico e do Tesouro Nacional, o Povo, ainda nas ruas, ouve desconfiado, “mais do mesmo...”

Mais elegante, se, como nos Regimes Parlamentares , desfizesse seu Gabinete , e convocasse Eleições , ou se, como no nosso Presidencialismo arcaico, renunciasse, invocando “Forças Ocultas”, como Jânio Quadros, ou varrida do Poder , como Collor, com o Povo nas ruas, contudo, insuficiente para acalmar o som que vem das ânsia popular, o Discurso do “Vamos Estar fazendo Nacional”, já não surte mais o mesmo efeito.

Sem ter, ainda, a sua própria “Praça Tharir”, como no Egito , para acotovelar-se em sua “Primavera Árabe” indigesta, o Povo Brasileiro , tão logo passe o Holofote das Câmeras Objetivas da Imprensa Mundial , a focar o Brasil, durante a Copa das Confederações , protegendo-o de uma Repressão mais intensa, sem ter seus gritos atendidos, já pode ouvir as limas e afiadores, nos Quartéis e Casernas, a afiar os coturnos e cassetetes, tão logo acabe o Evento, na velha e contumaz rotina, dos assaltos e linchamentos isolados, nas vielas e favelas nacionais, a distribuir Justiça, ou, a vingança que virá !?

Será ???

Crônica postada originalmente em www.paralerepensar.com.br

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.