FRANCISCO : UM PAPA CHAMADO “HERMANO”...

Por : Pettersen Filho

Realidade absolutamente intangível, há bem pouco tempo atrás, o Brasil acaba de receber a visita do Sumo Sacerdote, Papa Francisco, Comandante em Chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, Mandatário Mor do Vaticano, em Roma, quem desembarcou na Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, estreando internacionalmente o seu Pontificado, na sua primeira viagem fora da Itália. Eleito Papa, de forma inédita, pela primeira vez um Latino Americano, Francisco, pseudônimo que adotou, embora de descendência européia, é na verdade Argentino, tendo tido um papel, dizem, controvertido nos Anos de Chumbo da Ditadura Militar na Argentina, na Década de Setenta, enquanto quase toda America Latina, arrastada para a Guerra Fria entre Americanos e Russos, sofreu uma serie de Golpes Militares patrocinados pelos EUA, a fim de preservarem o seu Poder, mais a Direita, assim como fez no Brasil, em 1964, e no Chile, em 1973, em que tramas entre a Igreja e o Poder eram lugar comum, como bem ficou conhecido o Movimento que desencadeou, no Brasil, o Golpe de 64, a chamada “Marcha do Povo de Deus pela Liberdade.”, em que marcharam juntos Igreja e Exército, Religião e Ideologia.

 

Direito que lhe é assegurado, como Pontífice, de adotar o nome que bem quiser, ao contrario dos seus predecessores, que adotaram chavões clássicos, tipo “Pio”, de Piedoso, ou “Bento”, que dispensa o uso de qualquer sinônimo, por simples obviedade, o atual, parece que, fazendo um oportuno voto de Humildade, escolheu por nome Francisco, talvez por analogia a Francisco de Assis, quem fez da entrega das suas posses um paradigma de desprendimento, o Papa Francisco, eleito pela abdicação do seu predecessor Bento XVI, em meio a uma das mais profundas crises moral por que passa a Igreja Católica, desde a Reforma de Martinho Lutero, em que salpicam escândalos de Pedofilia e desvios milionários no Banco do Vaticano, no entanto, chega ao Brasil com a ingrata missão de reaproximar a Igreja Católica, mundialmente, dos seus valores originais, e do Povo que a edificou.

Desembarcando em um País, ainda, conturbado pelas ultimas manifestações populares de Junho, na Copa das Confederações, justamente no Rio de Janeiro, cujo Governador Sérgio Cabral vive, ultimamente, uma Quarentena Popular, recluso em seu próprio apartamento, enquanto eclodem escândalos quanto a sua Administração, Francisco encontrará diante de si todos os ingredientes para uma indigesta recepção no modelo mais caricato da velha máxima Romana do “Pão e Circo”, não fosse a Jornada Mundial da Juventude, o evento que vem abrir, algo já, muito antes, planejado, enquanto a própria Mandatária da República Federativa do Brasil, Dilma Roussef, surfava em altos índices de popularidade, realidade que não vigora mais.

Tendo, contudo, nós, Brasileiros, pela frente a difícil tarefa de chamar um Argentino de “Hermano”, o que, certamente contribuirá para diminuir a rivalidade que já temos no Futebol, onde se discute quem seria o melhor jogador do Mundo, se Maradona ou Pelé, assim como na Musica, se Gardel ou Roberto Carlos, se Tango ou Samba, uma coisa, pelo menos é certa, poderia muito bem dizer o Papa Francisco:

“As Malvinas são nossas !”

Mas isso, é uma outra estória.

Crônica postada originalmente no Site www.paralerepensar.com.br

 

 

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, ALÉM DE SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGIAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DOM VASCO FERNANDES COUTINHO, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO