A VELHA POLÍTICA DE LULA E MARINA

Por : Juarez Cruz  

Hoje, dia 05 de setembro, estamos ha trinta dias de mais um eleição e parece que não teremos motivos para comemorações.

Lembro que há exatos doze anos, mais precisamente em 2002, eu, como todos que atuavam no movimento sindical, estudantil, nos movimentos sociais e partidos de oposição ao PSDB/DEM, travavamos uma luta desigual com as forças políticas e o poder econômico da época, para defender a candidatura de Lula a Presidência da Republíca.

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SOB O MANTO DA HIPOCRISIA...

Por : Salvatore D' Onofrio

 Gostaria de acrescentar minha voz ao coro das pessoas com liberdade de pensamento, que não se deixam levar por tradições culturais que imponham valores morais e sociais considerados absolutos. Vladimir Safatle ("Bem vindo ao século 19", Folha, 26/8), retomando a crítica ao conservadorismo do colega Gregório Duvivier, escreve sobre o silêncio covarde dos políticos que, para não perder votos de gente religiosa, em suas campanhas eleitorais não enfrentam problemas polêmicos, como o uso de anticonceptivos, planejamento familiar, descriminação do aborto, homo afetividade, eutanásia, entre outros.

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RETIRANTE

Por : Pettersen Filho

Tenho assistido homens abandonarem família, costumes e até moral, pensando assim fugirem da agonia e da opressão de se estar...Vivo! 
Alguns não se satisfazem.
Trocam o Norte pelo Sul, ou vice-versa... 
Buscam em novos lugares nova vida! 
Os que são do Norte fogem do coronelismo, das volantes, da seca, da fome... 
Da ignorância de uma vida medíocre...
Enfim, do Sertão.
Acham pura malvadeza ver Ipanema, em um só lugar tanta beleza, e o Sertão a padecer...

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LIBERDADE PARA O ABACATEIRO

 

Por :  João Baptista Herkenhoff

          Vitória está se tornando das mais profícuas capitais brasileiras, em matéria de lançamento de livros. De muito tempo já se sabe que Vitória e Cachoeiro de Itapemirim são as duas cidades capixabas que mais cultuam as criações do espírito humano.

          É difícil que transcorra uma semana, no máximo uma quinzena, sem que desponte uma nova obra literária ou científica na capital do Espírito Santo.

   Não sou titular de uma coluna de livros, o que me obrigaria a cobrir todas as edições que surgissem.

          Como, no encontro com os leitores, ocupo-me de um variado elenco de temas, só uma vez ou outra registro sessões de autógrafos.

Acabam de ser lançadas duas importantes obras, nesta ilha que Pedro Caetano cantou nestes versos:

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APOCALIPSE

Por : Salvatore D' Onofrio

  As recentes atrocidades que estão cometendo árabes, judeus, cristãos e muçulmanos no Oriente Médio nos lembram os massacres no primeiro século da era cristã, quando os fiéis da nova religião eram sacrificados pelos romanos politeístas, inclusive destruindo o templo de Jerusalém, em 70 d.C. Mas precisa refletir sobre o fato de que a perseguição promovida pelos Imperadores de Roma não deixou de ser uma resposta aos cristãos da Palestina que foram até à capital da Itália impor o culto de Jesus Cristo como único Deus, desprezando a pluralidade das divindades tradicionais (Júpiter, Vênus, Ísis, Osíris etc.) veneradas pelos povos de cultura greco-romana ou egípcia.

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URNA ELETRÔNICA

Por : Cel. José Batista Pinheiro

O maior sintoma que a urna eletrônica é uma armadilha eleitoral é a negação de países desenvolvidos adotarem o sistema em seus escrutínios. Os Estados Unidos que desenvolveram a ciência cibernética possivelmente sabem da enganação ou, por qualquer motivo, deixam o barco correr porque estão ganhando dinheiro fácil por conta da nossa credulidade e ignorância absurdas. Embora leigos nessa ciência, podemos imaginar que as cabeças pensantes dos países superdesenvolvidos já criaram monstros cibernéticos capazes de subverter aos seus interesses quaisquer programas de computador, adotados em países que apenas os utilizam sem conhecer a alma do negócio

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SEM TEMPO

Por : ROBERTO ROMANELLI MAIA

Acordei às  três da manhã com o barulho da chuva em minha janela.

Ouvia claramente cada gota, como se elas estivessem a encher um copo sem fundo.

Tentei pegar novamente no sono mas foi em vão.

Tinha passado a hora. 

Esqueci a chuva e pensei:  a pior velhice não era a da idade mas aquela que nos invade, que se apossa do nosso ser na intimidade, no

esvaziamento da motivação de criarmos e de agirmos no dia a dia.

Até a cozinha com alguns poucos utensílios ainda por lavar me parecia algo distante, impossível de ser enfrentado.

Lavar alguns pratos e copos, nenhuma tarefa tão difícil, mas ao mesmo tempo nada me atraia, nem me  seduzia.

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GUERRILHEIRO

Por: Pettersen Filho

Ah, meu irmão palestino... 
Ou combatente qualquer de todas as causas difíceis, ou qualquer causa perdida. 
Pudesse eu, como tu, ver-me acuado pelo inimigo, em um lugar incivilizado da Terra... 
Fitar-lhe a cara e discerni-lo em seu uniforme bem tratado e limpo sob a pontaria destemida do seu fuzil. Mas não. 
Ah, meu irmão de todas as causas, ou qualquer uma impossível. 
Pudesse eu, como tu, ver-me cercado por metralhadoras, ter as ruas ocupadas por passos de ganso, as avenidas tomadas pelo exército invasor, violentada minha casa, vigorando a chantagem atômica. 
Pudesse eu, como tu, ver destruídos, da minha cidade, os edifícios. Ocupados por navios estrangeiros de guerra os portos. Ter violentada à ponta de baioneta a minha gente... 

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NEGLIGÊNCIA NO FUTEBOL

Por : Cel. José Batista Pinheiro

 Somos muito negligentes na cultura e no saber. Não fomos campeões  nenhuma vez no prêmio Nobel. Agora chegou também a negligência no futebol. Era previsível esta derrota. Desde o jogo inaugural contra a Croácia que a equipe brasileira demonstrou ser fraca, mal convocada, desorganizada, e mal treinada. O Brasil vive de conversa fiada. A nossa seleção de futebol não se preparou para competir. Jogadores importados dos principais clubes europeus, ganhando fortunas em salário, todos achando que a fama e a tradição do Brasil de ser o país do futebol eram suficientes para o sucesso. Sem autocrítica pessoal achavam que ganhariam a copa somente com papo furado, dando autógrafos e entrevistas fúteis em vez de trabalhar pesado. Tudo no mais alto luxo da Granja Comary no aprazível clima de Teresópolis, RJ, com conforto, e tratamento principesco achando que a conquista da taça lhes cairia aos pés.

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DIA DO PADRE....

     

 Por :  João Baptista Herkenhoff

          Comemoramos no início do mês de agosto o Dia do Padre.

          Em sentido estrito, padre é o sacerdote católico. Em sentido amplo, padre é pai, é todo aquele que tem o dom da paternidade, é o que protege e cuida.

          Nesta oportunidade desejo homenagear o Padre Waldyr Ferreira de Almeida que foi, ao mesmo tempo, padre no sentido estrito e amplo.

          Frei Leonardo Boff lembrou, em artigo recente, o pacto das catacumbas firmado por Bispos brasileiros, no encerramento do Concílio Vaticano II, em 1965. O líder dessa conspiração (catacumba é conspiração) foi o inesquecível Dom Hélder Câmara.

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CONTATOS VIRTUAIS...

Por : Salvatore D' Onofrio

            Oportuna e educativa é a reportagem "A vida na palma da mão", publicada no caderno Vida & Arte do Diário da Região (23-07-2014). Falando do "phubber", a pessoa que está continuamente com o fone celular na mão, a articulista evidencia esta nova forma de alienação, que nos afasta do mundo da realidade que nos circunda. Outro dia, durante a longa espera num consultório médico, pude perceber que entre as 8 pessoas sentadas, apenas uma (eu) não estava mexendo num aparelho eletrônico com os dedos ou no ouvido, ninguém olhando nos olhos do vizinho sentado ao lado ou na sua frente.

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JUDICIÁRIO VULNERÁVEL

 

     Por :   Edgar  Granata

  O  Poder  Judiciário,  no  que  tange  aos  precatórios,  é  vulnerável  e  fraco. Redundância  à  parte,  a  vulnerabilidade  é  uma  fraqueza.  Então,  nesse  caso. o  Poder  Judiciário  é  duplamente  vulnerável,  tudo  em  detrimento  dos  credores  de precatórios. A  famigerada  E C - 62  autorizou  ao   Poder  Judiciário  a  administrar  o  dinheiro de   credores  dos  precatórios  mediante  uma  remuneração ...  Ora,   quem  são  eles,  os Poderes  Executivo  e  Legislativo,  a  fazer  do  Poder  Judiciário  um  subserviente  às  custas dos  credores  de  precatórios  ?

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