PALAVRA

Por : Claudia Brino

Penetrou em mim a primeira palavra

desvirginou minha gramatica

e gozou sobre minhas orações submetidas

e pretéritos perfeitos

Penetrou em minha carne e minha língua

 

Agora que seja também a virgula

na boca que não cala

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COMENTÁRIO AO LIVRO: KITANDA DO BEM DIZER

Por : Prof. Germano Machado

O livro Kitanda do bem dizer, do agora em outros planos, mas sempre dentro de nós, dos seus amigos, de sua família, de todos que o conheceram, Fred Souza Castro, em edição póstuma, Editora Mondrongo, este livro mostra perfeitamente sua personalidade, mostra o jornalista, o escritor, o poeta. Como escreveu nas orelhas do trabalho Mabel Velloso: "Kitanda do bem dizer nos dá, como um presente, versos de Fred.

Versos escritos com o coração menino daquele homem que viveu em poesia, com poesia". Em seguida, tanto Mabel como Maria Antonia Ramos Coutinho, vão pouco a pouco demonstrando como foi o escritor Fred em algumas de suas produções - Livro de GavetaCanto Canaviá e Massapê de Sesmarias. E agora, há uma informação que nesse conjunto não foi colocado o livro de poemas inédito Versos Sacânicos, por ajustar-se a uma publicação intitulada... Kitanda do Maldizer. Nessa introdução, a riqueza dos detalhes e a demonstração, por assim dizer palpável, do Recôncavo baiano, sobretudo Santo Amaro, São Gonçalo dos Campos, faz com que se lembre de que Fred com esta obra Kitanda do Bem Dizer não é só memorizá-lo e sim tentar uma futura biografia detalhada de Fred, onde este livro será como que o centro vital do trabalho. Quando escreveu Massapê de Sesmarias, fiz um artigo publicado em A Tarde, já antevendo a sua trajetória.

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A EXPRESSÃO POESIA DECORRE DE AÇÃO...

Por : Germano Machado

Rodin, cujo nome simboliza por si mesmo a Escultura, explicava, em seu ateliê, a grupo de alunos: “Apoderai-vos das regras da técnica, depois, esquecidas, cedei à inspiração”. Assim em um aspecto das artes, igualmente na poesia. Absorvidas as formas, deixá-las, dando lugar ao que vem de dentro. Do mundo da interioridade. Todo artista, incluso pois o poeta, há de revestir-se dos princípios, partindo logo rumo ao universo das subjetividades. “Em Carne Viva”, edição da Contemp, Luiz Ademir Souza, João Fernando Gouveia, Geraldo Coni Caldas, Aurivaldina Padilha Gleyser, Valdemar Valente Júnior, Manoel Moacir Costa Macedo, Gláucia Guerra de Oliveira e Eduardo Gandolfo, unidos e reunidos, diversos mas afins, na essência permanente de suas procuras, atingem a linguagem do eu e do tu, no romper para novos sentidos. O que Ademir chama de “Kósmos de sentidos” e João Fernando denomina “Achei tão somente versos”.

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LEVE

Por : Ronald Claver

Queira-me

livre, leve,

levemente

dolorido de

luar...

 

OBS: Poesia Escrita dia 14/11/2015 – Bar du João – Belo Horizonte – MG

Ronald Claver é Professor da UFMG e Produtor Literário

Contato com Autor: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O SILENCIO DO HOMEM MATA

Por : Roberto Romanelli Maia

As taxas de suicídio entre os homens crescem cada vez mais e o anterior equilíbrio entre sexos, em relação ao suicídio ano após ano diminuiu, revelando que os homens estão se matando numa taxa maior que a das mulheres.

Ao contrario da maioria das mulheres, os homens relutam em buscar ajuda, usam drogas e bebem mais que as mulheres, vitimados por  impulsos de autodestruição com maior frequência que elas.

Sim,  os homens não falam, porque são preparados e treinados para não falar, nem se abrir, revelando seus verdadeiros e mais profundos sentimentos e emoções.

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VÍRGULA

Por : Roberto de Queiroz

A vírgula é um sinal gráfico, de origem latina, usado na escrita para delimitar sintagmas. A princípio, significava varinha; evoluiu para pequeno traço ou linha; depois, tornou-se sinal de pontuação. Em algumas situações, a vírgula é facultativa; em outras, ela é obrigatória. Veja, a seguir, duas situações: a separação de termos no interior de um período simples e a separação de orações no interior de um período composto.

No interior de um período simples, usa-se a vírgula para isolar elementos intercalados, como, por exemplo, uma conjunção (Sua proposta é bastante atraente. Ela, porém, não me interessa), um adjunto adverbial (Este ano, sem dúvida, vou a São Paulo), um aposto (Ronaldo, o capitão do time, foi o primeiro a entrar em campo) ou uma expressão explicativa (O protagonista de Náufrago, ou seja, Tom Hanks, ganhou dois Óscares de melhor ator).

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OS AFOGADOS DE MARIANA

Por : Paschoal Motta

 ( O equivalente a quase 25 mil piscinas olímpicas de lama foi despejado nas redondezas próximas à barragem que se rompeu na cidade de Mariana, em Minas Gerais.

(Brasil Ambiente, 09-11-2015

 “Na agonia de achar oxigênio, os peixes subiram barrancos, rãs fugiram da água. Tinha um monte de cascudo com a cabecinha na pedra, procurando oxigênio, um do lado do outro.

José Francisco Abreu, pescador no Rio Doce)

1. Em Mariana, a opulência é sol no dobre dos sinos...

NEM SEI SE LAMA NAS ALMAS,

NEM SEI SE LAMA DE HUMANOS,

NÃO SEI SE XINGO OU BLASFEMO,

NEM SEI SE CHORO OU ME CALO.

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HOMENS ENVELHECEM. MULHERES NÃO ENVELHECEM. FICAM LOUCAS...

Por : Silas Corrêa Leite

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Vais ter com uma mulher?
- Não te esqueças do chicote!
 "O guerreiro não gosta de frutos doces demais.
Por isso a mulher lhe agrada:
A mulher mais doce tem sempre o seu quê de amargo."
  Friedrich Nietzsche



Bendito fruto, fui criado entre mulheres no clã, meio e entorno de redondezas e inteiranças, e até hoje trabalho entre, estou cercado por elas, maravibrantes, e delas aprecio sem moderação o brilho, a supremacia – elas sabem conjugar o mote “Almai-vos” uns aos outros - e cedo e precoce, sempre com cheiro de colo e talco delas descobri, claro, que não tenho competência para ser mulher, então aprendi e aprendo sempre com elas, enternuradas, musas pacificadoras, bendito fruto que sou do ventre de uma grande mulher.

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A LECTOESCRITURA COMO DELEITE

 

Por : Admmauro Gommes

Para Horácio, um dos maiores poetas da Roma antiga, a poesia devia “instruir e deleitar, ou deleitar instruindo”. Atualizando esta sentença, diria Roberto de Queiroz que a leitura, para ser eficiente, deve deleitar enquanto instrui.

Em texto publicado no Diario de Pernambuco (22/05/2015, Opinião, p. B11), Queiroz reconhece que “os estudantes da educação básica das escolas públicas brasileiras demonstram não gostar de ler nem de escrever”. Gostar ou não gostar, parece-me não ser bem a questão, mas os motivos pelos quais não se gosta. Na sequência, o autor aponta uma falha que distorce os encaminhamentos oriundos dos tantos encontros pedagógicos que acontecem no âmbito das formações continuadas nas redes públicas de ensino: um evidente afastamento entre a teoria e a prática. Há ainda outros pontos nevrálgicos que inibem o aluno diante do texto escrito, mas um deles se pode destacar com o reconhecimento da maioria.

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DE MOACIR, ESQUECER QUEM HÁ-DE?

Por : Paschoal  Motta

O Moacir era mesmo um O Cara, inteligente, culto, escritor de ficções invejáveis, jornalista dos melhores deste Brasil. Nestes tempos de (i(n)gnorâncias, insensibilidades, alheamentos, desesperanças, obscurantismos, banalidades, o Moacir Japiassu, com toda certeza, já está fazendo falta sem tamanho. Tenho memórias perenes de nosso tempo aqui em BH. Ele chegado da Paraíba, eu de São Pedro dos Ferros. Juntamente com Daniel Guerra e outros colegas, amigas, amigos, butecamos de conforme. Em nossas conversas jogadas fora,  compareciam García Lorca, Fernando Pessoa, CDA e outros representantes da Literatura, verso e prosa e sem fronteiras ou preconceitos. Guimarães Rosa não podia faltar com trechos de Grande Sertão; Roger Martin Du Gard, com Les Thibault. O Cinena Novo nos levava ao Cine Guarani, na Rua da Bahia, onde onde hoje, salvo engano, é Agência dos Correios. O Moacir conhecia de Literatura bem mais que eu iniciando o Curso de Letras Neolatinas. A BOSSA NOVA era realmente nova, bossa e marcante. Ainda surpreendia e encantavam as canções de Vinicius, Tom Jobim, João Gilberto, com Elisete Cardoso no disco lançado em 1958, Canção do Amor Demais.

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A VERDADEIRA IDADE DA MULHER

Por : Roberto Romanelli Maia 

Quando escuto alguém falar de velhice, da mulher que passou dos 50/60 e até, muitas vezes, com menos idade, que chegou a menopausa, fico perplexo com o que é afirmado e divulgado a quatro ventos.

Com os absurdos que são ditos e defendidos por quem, a meu ver, nada entende sobre o sexo feminino e sobre a mulher.

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VERDADE OU MENTIRA?

Por : Roberto Romanelli Maia

Eu estava na fila do banco, pronto para pagar algumas contas, quando  ouvi o seguinte comentário:

“homem não presta”.

Registro que não era a primeira vez que tinha ouvido de uma mulher essa “pérola” de preconceito e de falsidade, como se ela fosse de fato uma verdade absoluta.

Acredito que, no caso, a mulher se sente mais ferida pelas decepções e pelos sofrimentos,  causados por homens quase sempre machistas e despreparados para o amor que desconhecem.

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