A EXPRESSÃO POESIA DECORRE DE AÇÃO...

Por : Germano Machado

Rodin, cujo nome simboliza por si mesmo a Escultura, explicava, em seu ateliê, a grupo de alunos: “Apoderai-vos das regras da técnica, depois, esquecidas, cedei à inspiração”. Assim em um aspecto das artes, igualmente na poesia. Absorvidas as formas, deixá-las, dando lugar ao que vem de dentro. Do mundo da interioridade. Todo artista, incluso pois o poeta, há de revestir-se dos princípios, partindo logo rumo ao universo das subjetividades. “Em Carne Viva”, edição da Contemp, Luiz Ademir Souza, João Fernando Gouveia, Geraldo Coni Caldas, Aurivaldina Padilha Gleyser, Valdemar Valente Júnior, Manoel Moacir Costa Macedo, Gláucia Guerra de Oliveira e Eduardo Gandolfo, unidos e reunidos, diversos mas afins, na essência permanente de suas procuras, atingem a linguagem do eu e do tu, no romper para novos sentidos. O que Ademir chama de “Kósmos de sentidos” e João Fernando denomina “Achei tão somente versos”.

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HEROISMO DE UM GUARDA-MIRIM

   

 Por : João Baptista Herkenhoff

          Leio nos jornais que uma guarda-mirim, de catorze anos, salvou a vida de uma criança de cinco anos, vítima de afogamento. O fato ocorreu em Cachoeiro de Itapemirim.

          Karen Cristina de Oliveira é o nome da heroína-mirim. Ela estava passeando na localidade “Gruta”, no interior do município, quando percebeu que uma menina se afogava numa piscina. Incontinenti retirou a menininha da água e aplicou-lhe massagem cardíaca.

          Segundo o médico que viu a criança-vítima, logo em seguida ao episódio, teria ocorrido óbito se o socorro não tivesse sido prestado ato contínuo.

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A VELHA POLÍTICA DE LULA E MARINA

Por : Juarez Cruz  

Hoje, dia 05 de setembro, estamos ha trinta dias de mais um eleição e parece que não teremos motivos para comemorações.

Lembro que há exatos doze anos, mais precisamente em 2002, eu, como todos que atuavam no movimento sindical, estudantil, nos movimentos sociais e partidos de oposição ao PSDB/DEM, travavamos uma luta desigual com as forças políticas e o poder econômico da época, para defender a candidatura de Lula a Presidência da Republíca.

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VÍRGULA

Por : Roberto de Queiroz

A vírgula é um sinal gráfico, de origem latina, usado na escrita para delimitar sintagmas. A princípio, significava varinha; evoluiu para pequeno traço ou linha; depois, tornou-se sinal de pontuação. Em algumas situações, a vírgula é facultativa; em outras, ela é obrigatória. Veja, a seguir, duas situações: a separação de termos no interior de um período simples e a separação de orações no interior de um período composto.

No interior de um período simples, usa-se a vírgula para isolar elementos intercalados, como, por exemplo, uma conjunção (Sua proposta é bastante atraente. Ela, porém, não me interessa), um adjunto adverbial (Este ano, sem dúvida, vou a São Paulo), um aposto (Ronaldo, o capitão do time, foi o primeiro a entrar em campo) ou uma expressão explicativa (O protagonista de Náufrago, ou seja, Tom Hanks, ganhou dois Óscares de melhor ator).

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A DIFÍCIL ARTE DE VIVER

Por : Roberto Romanelli Maia

O que  recomendo como sendo uma chave para o sucesso, para um melhor desempenho em busca da felicidade, durante esta vida, enquanto seres humanos e mortais que somos?

Ficar calmo.

Consideremos ser, como parte da arte de viver, de existir, de pensar, de sentir e de amar, o  ato soberano de acalmarmos a nossa própria mente e de ser capaz de discernir e de tentar entender a mente dos outros.

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LIBERDADE PARA O ABACATEIRO

 

Por :  João Baptista Herkenhoff

          Vitória está se tornando das mais profícuas capitais brasileiras, em matéria de lançamento de livros. De muito tempo já se sabe que Vitória e Cachoeiro de Itapemirim são as duas cidades capixabas que mais cultuam as criações do espírito humano.

          É difícil que transcorra uma semana, no máximo uma quinzena, sem que desponte uma nova obra literária ou científica na capital do Espírito Santo.

   Não sou titular de uma coluna de livros, o que me obrigaria a cobrir todas as edições que surgissem.

          Como, no encontro com os leitores, ocupo-me de um variado elenco de temas, só uma vez ou outra registro sessões de autógrafos.

Acabam de ser lançadas duas importantes obras, nesta ilha que Pedro Caetano cantou nestes versos:

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A LECTOESCRITURA COMO DELEITE

 

Por : Admmauro Gommes

Para Horácio, um dos maiores poetas da Roma antiga, a poesia devia “instruir e deleitar, ou deleitar instruindo”. Atualizando esta sentença, diria Roberto de Queiroz que a leitura, para ser eficiente, deve deleitar enquanto instrui.

Em texto publicado no Diario de Pernambuco (22/05/2015, Opinião, p. B11), Queiroz reconhece que “os estudantes da educação básica das escolas públicas brasileiras demonstram não gostar de ler nem de escrever”. Gostar ou não gostar, parece-me não ser bem a questão, mas os motivos pelos quais não se gosta. Na sequência, o autor aponta uma falha que distorce os encaminhamentos oriundos dos tantos encontros pedagógicos que acontecem no âmbito das formações continuadas nas redes públicas de ensino: um evidente afastamento entre a teoria e a prática. Há ainda outros pontos nevrálgicos que inibem o aluno diante do texto escrito, mas um deles se pode destacar com o reconhecimento da maioria.

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MEMÓRIAS DE UM ESCRAVO RENASCIDO NAS MINAS GERAIS

Por : Roberto Romanelli Maia

Antes de seguir o seu caminho rumo à crucificação e à morte, balbuciando, quase sem voz,  disse-me Jesus, após eu ter segurado a sua cruz por alguns poucos segundos: "Filho, tu, SIMÃO DE CIRENE, retornarás muitas vezes, no corpo de outros, e nos encontraremos no final dos tempos sob o manto do Pai". 

E muitas centenas de anos após transmitir este seu desejo, quanto ao meu destino, Cristo me fez retornar a esse mundo e eu renasci em 1º de fevereiro de 1758 na condição de escravo no Biribiri, distante duas léguas de Diamantina nas Minas Gerais.

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SEM TEMPO

Por : ROBERTO ROMANELLI MAIA

Acordei às  três da manhã com o barulho da chuva em minha janela.

Ouvia claramente cada gota, como se elas estivessem a encher um copo sem fundo.

Tentei pegar novamente no sono mas foi em vão.

Tinha passado a hora. 

Esqueci a chuva e pensei:  a pior velhice não era a da idade mas aquela que nos invade, que se apossa do nosso ser na intimidade, no

esvaziamento da motivação de criarmos e de agirmos no dia a dia.

Até a cozinha com alguns poucos utensílios ainda por lavar me parecia algo distante, impossível de ser enfrentado.

Lavar alguns pratos e copos, nenhuma tarefa tão difícil, mas ao mesmo tempo nada me atraia, nem me  seduzia.

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VERDADE OU MENTIRA?

Por : Roberto Romanelli Maia

Eu estava na fila do banco, pronto para pagar algumas contas, quando  ouvi o seguinte comentário:

“homem não presta”.

Registro que não era a primeira vez que tinha ouvido de uma mulher essa “pérola” de preconceito e de falsidade, como se ela fosse de fato uma verdade absoluta.

Acredito que, no caso, a mulher se sente mais ferida pelas decepções e pelos sofrimentos,  causados por homens quase sempre machistas e despreparados para o amor que desconhecem.

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NOTA DE FALECIMENTO: “PAULINHO POUCA SOMBRA”

Por : Pettersen Filho

                      Se, por acaso, em situação de emergência policial ou de socorro eminente, alguém procurar, em uma das Delegacias de Polícia do Estado do Espírito Santo, pelo Policial Civil “ Paulo ”, provavelmente, terá como resultado que o tal indivíduo, chamado Paulo, é completamente desconhecido na Instituição, obtendo como resposta que tal pessoa é estranha aos seus quadros efetivos.

                      No entanto, trata-se de elemento dos mais valorosos e atuantes da Polícia Civil capixaba. Sujeito bom caráter, Servidor assíduo e zeloso, ao que me consta, também bom Pai e Marido.

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DIA DO PADRE....

     

 Por :  João Baptista Herkenhoff

          Comemoramos no início do mês de agosto o Dia do Padre.

          Em sentido estrito, padre é o sacerdote católico. Em sentido amplo, padre é pai, é todo aquele que tem o dom da paternidade, é o que protege e cuida.

          Nesta oportunidade desejo homenagear o Padre Waldyr Ferreira de Almeida que foi, ao mesmo tempo, padre no sentido estrito e amplo.

          Frei Leonardo Boff lembrou, em artigo recente, o pacto das catacumbas firmado por Bispos brasileiros, no encerramento do Concílio Vaticano II, em 1965. O líder dessa conspiração (catacumba é conspiração) foi o inesquecível Dom Hélder Câmara.

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