SABOR DE SABONETE

Por : Pettersen Filho

 

Numa noite que vem vestida de luto

meu País ainda não findou de acontecer.

O sorriso das crianças

Se esconde no fundo dos becos.

 

É que a repressão anda à paisana

forjada no olhar civil

dos bêbados acidentados na esquina.

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AMOR

Por : Pettersen Filho

 

Eu saí Louco !

Alucinado pelas ruas

fundindo mundos, amor, teoremas

e paz !

 

Eu me virei todo ao avesso

e tentei entender...

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REALIDADE

Por : Pettersen Filho

Quando Eu me dei por mim

Ela já estava ali

batendo por detrás da Porta

tocando a campainha

insistindo em entrar...

 

Eu corri, e tranquei a Janela

Fechei as cortinas, prendi a respiração.

Apaguei as luzes... Fingi dormir...

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VIDA DERRAMADA

Por : Pettersen Filho

Lo que más me facina

es el sexo de la llave

con la cerradura.

El puede abrir la puerta!

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MARIA QUE NO ERA

Por : Pérpetua Flores

María,

que no era María,

de noche...

ni dormía.

Quedaba imaginando

si alguien sabía...

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INCÓGNITO

Por : Pettersen Filho

 

Um Homem

entra no Boteco

pede uma cachaça

bate no balcão

toma um gole

dá um pouco pro Santo

maldiz o trabalho

cospe no chão

mete a mão no bolso

retira um trocado

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AS ROSAS

Por : Perpétua Flores

  Avó. Creio que todas as crianças do bairro chamavam de avó

aquela senhoras de neve nos cabelos e inclinaçao do corpo que

parecía humildade, serena, que sempre nos dava algum doce.

  Estava. há muito tempo, doente, em repouso absoluto.

  Vivia sòzinha numa enorme casa, num lugar com imenso pátio

aberto. Quando passa´vamos com o ónibus, de volta da fazenda,

podíamos  ve-la desde la janela, ou varrendo ou molhando as suas

plantas. Nossa familia gostava muito da avó.

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PRAÇA DA LIBERDADE

Por : Pettersen Filho

Há nas Praças os lugares permitidos e os lugares proibidos... Pessoas que fazem alguma coisa e Pessoas que não fazem nada... Vós, que fazeis na Praça ?

Havia na Praça

Uma Banda...

Na Praça os casais

se reuniam

A vida acontecia

e ninguém notava

de tão feliz

que todo mundo era...

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ARACRUZES

Por : Pettersen Filho

Eu vi Eucaliptos !

Eucaliptos, Eucaliptos, Eucaliptos.

Eucaliptos, Eucaliptos...

 

                              Eu vi Eucaliptos !

                              Eucaliptos, Eucaliptos, Eucaliptos.

                              Eucaliptos, Eucaliptos...

... e a terra rachou

... e os rios minguaram

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CONFISSÃO

Por : Emanuele Sloboda

 

Nossas liberdades apoderam-se da sutil embriaguez do enlace.

 Amar-te consome-me de tal forma a me castigar devido a tua ausência.

Em contrapartida, temo a desilusão. Amo-te por ser uma quimera escorregadia, distante como os mais pueris desejos.

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UTOPIA

Por : Roberto de Queiroz

O vocábulo "utopia" foi forjado pelo filósofo e escritor inglês Thomas More (1480-1535) para titular um livro de sua autoria, escrito em 1516. O autor formou esse vocábulo pela justaposição de dois termos gregos: "ou" (não) e "tópos" (lugar). Grosso modo, ele significa "não lugar", ou seja, "lugar que não existe". É o termo pelo qual More idealizou uma sociedade deveras harmônica, estável e funcional, em que todos os membros são comprometidos com o bem-estar coletivo. Nessa sociedade idealizada, a realidade se funde com a fantasia. O autor sugere, portanto, que a utopia não pode ser concebida como um projeto realizável no mundo real, e sim como uma entidade circunscrita numa ilha imaginária.

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EN TORNO AL ÁRBOL DE LOS RECUERDOS

Por : Pérpetua Flores

Un aroma, una brisa,

la música de una calesita

que parece caer, gota a gota,

                            nota a nota...

Zaranda del grupo familiar

en torno al árbol de Navidad,

vuelta y vuelta...

y los niños ávidos

recogiendo sus regalos,

 

como frutos maduros,

entre luces...

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