MUTIRÃO

                   

     Por : Pettersen Filho

                              Eu vi homens

construírem casas

                             moldarem massa

fazerem tijolos

                                  puxarem pá

                                                    de lá pra cá,,,

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DEFEITO

Por : Pettersen Filho

Do outro lado do meu peito

mora uma mulher

que feito a solidão me visita

Me suga a vida

como um bêbado

a um copo de whisky

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MINHA TERRA

Por : Pettersen Filho

 

Minha Terra tinha palmeiras

onde cantava o Sabiá

as aves que lá gorjeavam

não gorjeiam mais !

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ÁRVORE

Por : Teresinka Pereira

A árvore é livre

sem olhar o mundo,

mas o céu a vê

na tempestade,

e o vento que a mortifica.

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O VELHO

Por : Pettersen Filho

Todos os dias

o Velho acordava

pegava a cadeira e colocava na varanda

e assistia as pessoas passarem...

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PASSARINHO

Por : Pettersen Filho

Passarinho

de galho em galho

cantava na laranjeira

Menino de pé no chão

mirava com a atiradeira

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DRUMMONDIANA

Por : Pettersen Filho

No meio

da Pedra

tinha

um caminho.

Tinha

um caminho

no meio

da pedra.

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O SEMEADOR

Por : Pettersen Filho

Eu lancei as sementes

Molhei a terra

e vi tudo nascer

Reguei com carinho

Fiz um espantalho

e até afugentei

os bichinhos... 

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FOLHEANDO JORNAL

Por : Pettersen Filho

Sim

galgaria montanhas inteiras

sangraria sangue

e coca- cola

só para não vero o amor chegar ao fim

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DOR

Por : Pettersen Filho

A minha dor

é de rosa

que foi traída

pelo próprio espinho

de tubarão ferido

pelas próprias mandíbulas

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INFÂNCIA

Por : Pettersen Filho

Pudesse Eu

ser um passageiro

de ônibus

circulando as ruas do meu bairro

à deriva do destino...

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DE BORBOLETA A LAGARTA

Por : Percival Puggina

          A transformação da lagarta em borboleta é de exemplar riqueza poética e estética. A lagarta é feia, a borboleta bonita; a lagarta se arrasta sobre o próprio ventre, a borboleta adeja livre; a lagarta se esconde, a borboleta domina o cenário com sua irrequieta presença. Mas a lagarta e a borboleta não têm escolha. Aquela não pode deixar de evoluir; esta não pode regredir. Se fosse dado as borboletas reverter seu destino, as que fizessem isso cumpririam um script corrupto, sombrio, insano.

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