INFÂNCIA

Por : Pettersen Filho

Pudesse Eu

ser um passageiro

de ônibus

circulando as ruas do meu bairro

à deriva do destino...

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DE BORBOLETA A LAGARTA

Por : Percival Puggina

          A transformação da lagarta em borboleta é de exemplar riqueza poética e estética. A lagarta é feia, a borboleta bonita; a lagarta se arrasta sobre o próprio ventre, a borboleta adeja livre; a lagarta se esconde, a borboleta domina o cenário com sua irrequieta presença. Mas a lagarta e a borboleta não têm escolha. Aquela não pode deixar de evoluir; esta não pode regredir. Se fosse dado as borboletas reverter seu destino, as que fizessem isso cumpririam um script corrupto, sombrio, insano.

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A CUALQUIER MOMENTO CUALQUIER COSA PUEDE SUCEDER

Por : Pettersen Filho

Ha algo mas pesado en el aire.

Ha algo mas circulando

por las calles de la ciudad,

algo mas que motocicletas

y carros en alta velocidad...

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MINHA TERRA

Por : Pettersen Filho

 

Minha Terra tinha palmeiras

onde cantava o Sabiá

as aves que lá gorjeavam

não gorjeiam mais !

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A ROSA E O BANDIDO

Por : Pettersen Filho

No Jardim da Casa

onde morava um Bandido

um botão se abriu em rosa

e desabrochou.

Não compreendendo

que aquele Jardim era proibido

a Rosa ali continuou.

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AMOR POR ALEXANDRA....

Por : Pettersen Filho

 

Eu amo tanto, amo tanto,

a minha Mulher, que, se de ferro ela fosse

como de Ferro

Ela é

Eu seria Ferrugem

como Ferrugem

Eu sou....

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PASSARINHO

Por : Pettersen Filho

Passarinho

de galho em galho

cantava na laranjeira

Menino de pé no chão

mirava com a atiradeira

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O MERCADO CENTRAL

Por : Pettersen Filho

 

São cinco horas

Já começa o movimento

No Mercado Central

Falar demais pode ser

Um pecado fatal

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FUGITIVO

Por : Pettersen Filho

Fuja mil mundos

Esconda-se em cada beco escuro

Atrás da pouca luz...

Embrenhe-se até o fundo

Do matagal

Cruze fronteiras e metrópoles

Viaje constelações perdidas

Que ainda assim não conseguira

Fugir de mim.

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FOLHEANDO JORNAL

Por : Pettersen Filho

Sim

galgaria montanhas inteiras

sangraria sangue

e coca- cola

só para não vero o amor chegar ao fim

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SERRA DO CURRAL

Por : Pettersen Filho

Lá na Serra

Havia um Curral

Não

Há mais.

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PETTERSEN FILHO : NORMAL

Por : Pettersen Filho

Nas garagens

os carros dão partida

Nos edifícios

os elevadores são acionados

Nos viadutos as buzinas tocam...

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