O TRIÂNGULO

Por : Pettersen Filho

É o Triângulo, ao meu modesto ver, a forma geométrica perfeita!

Sintetiza em si, na sua forma, várias concepções, políticas, filosóficas, religiosas, enfim, conforme o ângulo ou a tendência subjetiva do observador.

Nele, por exemplo, obtém-se a Santíssima Trindade, cada aresta representando um elemento, seja o Pai, o Filho, e o Espirito Santo.

Também nele pode o observador mais atento depreender o Materialismo Histórico de Karl Marx que, em dado momento, mudou a concepção de meio Mundo a partir da trilogia presente na Tese, na Antítese e na Síntese, que em si tentam explicar conceitualmente a Luta de Classes e o Ciclo Histórico.

 

Nele, enfim, no Triângulo, vê-se materializado o Ideal Libertacionário da Revolução Francesa, inserido nos jargões das palavras: Liberdade, Fraternidade e Igualdade, mais tarde, assumidos na Bandeira de Minas Gerais, e na causa Inconfidente.

Assim sendo, pode também o observador de formação oriental, mais espiritualista, dar interpretação transcendental, extraindo do Triângulo a concepção do Tao, no equilíbrio de energia do Ing e do Iang, formando o todo harmônico.

Também, partindo-se da interpretação Freudiana, é perfeitamente possível enxergar nos vértices do Triângulo a interação clássica do Id, Superego, e do Ego, esclarecendo os conflitos da personalidade.

Não foi, portanto, a toa, ou por mera obra do acaso que escolhi o Triângulo para, em várias configurações, tentar dar sentido estético aos meus poemas, até por razões históricas, simbólicas e emblemáticas que agora, na obra a seguir, disponho à analise pormenorizada do Leitor.

(Extraído do Texto “O Triângulo” – da Obra “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias” de Antuérpio Pettersen Filho – Publicação Independente – 2002 )