DOR

Por : Pettersen Filho

A minha dor

é de rosa

que foi traída

pelo próprio espinho

de tubarão ferido

pelas próprias mandíbulas

 

 

É dor de pai que perde o filho

ferida que nunca cicatriza

É gemido de soldado alemão

com a pátria

irremediavelmente vencida

 

É uma dor

que dói tão fundo

que só sente o espirito

É dor demais

morrer assim... vitima

do próprio amor !

 

(Extraído do poema “Dor” da Obra “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias” de Antuérpio Pettersen Filho – Publicação Independente – 2002 )