INFÂNCIA

Por : Pettersen Filho

Pudesse Eu

ser um passageiro

de ônibus

circulando as ruas do meu bairro

à deriva do destino...

 

 

Pudessem as ruas

Me comportarem

voltarem os heróis

que povoaram, repleta de sonhos

a minha Infância...

 

Pudesse ainda

Eu crer nos paralelepípedos

recuperar os anos perdidos

sentado nos bancos de praça

esperando o amor vir...

 

Pudesse Eu

esquecer o que Sei

a maldade aprendida

nas fabulas infantis

e nos crimes de jornal...

 

Pudesse o tempo

parar para as rosas

Esquecer os cortes na carne

e sonhar...

 

Mas não,

o Fantasma não vive mais!

 

(Extraído do poema “Infância” da Obra “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias” de Antuérpio Pettersen Filho – Publicação Independente – 2002 )