SABOR DE SABONETE

Por : Pettersen Filho

 

Numa noite que vem vestida de luto

meu País ainda não findou de acontecer.

O sorriso das crianças

Se esconde no fundo dos becos.

 

É que a repressão anda à paisana

forjada no olhar civil

dos bêbados acidentados na esquina.

 

 

É que a Lua

há muito findou de chegar

e a moralidade do nosso amor

tem sabor de sabonete...

 

... e me arde na boca

vontades de falar

que o meu peito está em chamas

incendiado de certeza

e amor.

 

(Extraído do poema “Sabor de Sabonete ” da Obra “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias” de Antuérpio Pettersen Filho – Publicação Independente – 2002).