REALIDADE

Por : Pettersen Filho

Quando Eu me dei por mim

Ela já estava ali

batendo por detrás da Porta

tocando a campainha

insistindo em entrar...

 

Eu corri, e tranquei a Janela

Fechei as cortinas, prendi a respiração.

Apaguei as luzes... Fingi dormir...

 

 

Então, em um golpe certeiro

ela pôs abaixo a porta...

Entrou na ventania

os pés sujos de barro

manchando o carpete da sala

a minha biblioteca ficou toda revirada

 

Ela não vacilou

bateu na minha cara

sentou no sofá da sala

e ficou ali, me olhando...

Minha vida estava por um triz

 

Chegou invadindo o meu Lar

destruindo os meus sonhos...

Eu nem havia chamado

mas ela estava ali

me cobrando ser homem

e a decisão!

 

(Extraído do poema “Realidade” da Obra “Inconfidente Mineiro – Ilustrações & Poesias” de Antuérpio Pettersen Filho – Publicação Independente – 2002).