VOO GOL 1907 : O DESASTRE NA SERRA DO CACHIMBO”

Por: Pettersen Filho

                      Porquanto a tensão mundial lastreia o planeta, desde a anunciada intenção Norte-coreana em realizar uma explosão atômica para conter a sanha norte-americana, até o programa “pacifico” iraniano de enriquecer urânio, bem diante das tropas ianques acantonadas em sua fronteiras, a oeste, no Iraque, e ao norte, no Afeganistão, até a recém disposição Argentina de revitalizar o seu programa nuclear, construindo mais uma usina termonuclear, e o novo armamentismo latino-americano patrocinado por Hugo Chaves, na Venezuela, associado à Rússia e ao Irã, pouco se falava da Serra do Cachimbo, local estabelecido “ entre o nada e lugar algum ”, localizado no sul do Pará, em plena floresta amazônica, não fosse a borburosa catástrofe aérea do vôo da Gol nº 1907, há exato um ano atrás, em que um Boeing, com cerca de 150 passageiros civis, foi derrubado, lamentavelmente levando ao extermínio as vidas nele contidas.

 

                      Famosa, a tal Serra, do Cachimbo, nos ícones dos anos setenta, quando, em pleno regime militar, vivíamos o dilema do nosso recalcitrante programa atômico, pendendo, ora para a ultrapassada tecnologia oferecida a conta-gotas pela Westhinghouse americana, em Angra I , a qual não nos deixava progredir, ou ora oscilando em favor da KWU alemã, com os razoáveis reatores, comprados e pagos, sob protestos americanos, na Alemanha, um dos quais jaz apodrecendo, sem montagem, no que seria Angra III.

                      Naquela época, dos geopolíticos anos setenta, a boataria geral era de que possuía o exército brasileiro um campo secreto para testes atômicos, objetivando a famigerada bomba, sonho acalentado com louvor pelos militares de então,  localizada justamente na Serra do Cachimbo.

                      Uma vez passado o furor dos anos setenta, redemocratizado o país nos anos oitenta, o programa atômico brasileiro foi sendo  progressivamente desmantelado, até irresponsavelmente, e nunca mais se ouviu falar, com rigor, da Serra do Cachimbo.

                      Eis que, agora, diante de um mal explicado vôo americano por sobre a região, em uma insuspeita aeronave Legacy Embraer, na confluência de área de proteção e vigilância aérea semi-militarizada, tanto do Sisdacta – Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Trafego Aéreo, monitorado por Brasília-DF, e pelo polêmico Sivam – Sistema de Vigilância Aérea da Amazônia, em Manaus-AM, de tecnologia Retheon, americana, uma das aeronaves, com tripulação americana, composta por pilotos, técnicos e um suposto fotografo-jornalista, provavelmente em rota diversa do seu plano de vôo, sem que soubessem Brasília e Manaus, colide no ar com o infeliz Boeing de carreira, ao cruzar o seu caminho, vindo este último a espatifar-se, espalhando destroços por toda uma vasta área, caindo ao solo, nitidamente, já pulverizado no ar.

                      Fatalmente, foi, então, necessário o desastre, ceifando centenas de vidas inocentes, para que a, anteriormente alardeada, Serra do Cachimbo despertasse do adormecimento, em que se encontrava, e, trouxesse à tona a nova latente realidade atômica do Brasil, pela qual, passamos ao longo, sem, contudo, perceber.

                      Quanto ao "acidente" em si, é lamentável que tantas pessoas tenham inutilmente perdido a vida, de forma suspeita, e, até hoje, passado um ano, não digerido, pelo menos, não, como acidente.

                      No que tange a secretissima Base Aérea da Serra do Cachimbo, onde o avião americano pousou, semi-ileso, inexplicavelmente: Fumo neles.

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.