ROMERO MENEZES : “ OPERAÇÃO TIRO-NO-PÉ ”

Por : Pettersen Filho

                      Tomada de alarde, a Sociedade Brasileira se viu escandalizada com a prisão, essa Semana, do Segundo Homem no Comando da Polícia Federal , em Brasília, o Delegado Federal, Romero Menezes , colhido em espalhafatosa Prisão em Flagrante , dentro do próprio Gabinete do Diretor Geral da Polícia Federal, o Dr. Luiz Fernando Corrêa, acusado de Advocacia Administrativa e Tráfico de Influência , no Estado do Amapá, em favor do próprio irmão, quem teria sido beneficiado por Menezes em vantajosos contratos na sua Firma de Segurança e Conservação.

 

                      Preso pelos seus próprios Agentes Subalternos, sem esboçar qualquer reação, a prisão, além de tecnicamente desnecessária , posto que crimes desse quilate, de repercussão externa e mediante violenta prisão em flagrante, geralmente são apurados, e filtrados, na surdina , pelos próprios mecanismos internos das corporações policiais, e suas corregedorias, até para garantir o sigilo das investigações e a flagrância do crime continuado, preservando a própria Instituição , no entanto, a prisão em flagrante do Delegado Romero foi devidamente respaldada por incomum Mandado de Prisão expedido por um Juiz Federal , devidamente incitado por um Procurador Federal , fazendo as vezes de um Promotor de Justiça.

                      Não fosse, contudo, a tal prisão, ao nosso modesto ver, uma declarada represália do Poder Judiciário contra a Instituição “ Polícia Federal ”, a fim de retirar-lhe o brilho, e o ímpeto investigativo , que tem demonstrado nos últimos tempos, os quais conduziram à prisão insólita membros do próprio Poder Judiciário, além, obviamente, da prisão “ espetacularfatosa” de Poderosos Banqueiros, presos e algemados.

                      Detentores de uma Ética Retrograda , peculiar ao tempo que “ Grampo ” era tão somente um utensílio rudimentar utilizado pelas mulheres para prender seus cabelos, e não dispositivo valido, que flagrou o próprio Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Gilmar Mendes , supostamente, concedendo favores do Órgão Máximo do Poder Judiciário à um Senador da República , Demóstenes Torres, por seu turno, Membro Maior do Poder Legislativo Federal, então, pego em flagrante, pedindo revisão “ Camarada ” em Decisão de um Juiz Singular do seu Estado, por vias obliquas, não institucionais, ao invés de, via propicio Recurso ou Apelação, como seria o usual, essa ultima Decisão , a da prisão acometida ao Delegado Menezes , sem que se aprofunde em fundamentos de Mérito , reservado a outra fase do Processo, parece ter endereço certo: “Senhores Agentes: É terminantemente proibido, no Brasil, prender e algemar Altos Membros Representativos  do Poder Judiciário, do Poder Legislativo ou  do Poder Econômico da República .”

                      Enfim, cumprida com a mesma Determinação, com que agem os devotos Policiais Federais , diante da máxima reinante, que “ Ordem Judicial, não se contesta, mas, se cumpre”, da mesma forma de que quando prendem Banqueiros Corruptos ou Empresários Sonegadores , coube a própria Polícia Federal prender um dos seus mais brilhantes Delegados. Ao vivo e a cores, em Cadeia de Rádio e Televisão Nacional.

                      Então, caros Leitores, eu lhes pergunto: Parece-lhes, ou não parece-lhes, coisa de Espetáculo Circense próprio das lonas do Grande Circo , que, enfim, é Brasília/DF ?

                      Perguntassem-me, ainda, qual o nome da tal Operação , que levou à Cadeia o Delgado Menezes, bem que eu a batizaria: “ Operação Tiro-no-pé ”, cujo único objetivo é desacreditar, como Instituto , a nossa brilhante Polícia Federal .

 

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.