ABERTA TEMPORADA DE CAÇA : “ VEREADOR É CASSADO EM VITÓRIA ”

Por : Pettersen Filho

Por motivo não-outro , que não a “suposta apropriação de parte dos salários conferidos aos seus assessores” , dentro da Famigerada , e suspeita “ Verba de Gabinete ”, a que têm direito os Vereadores , em geral, como de resto, quase todos os Políticos , de norte a sul, no Brasil, em todas as instâncias e Câmaras Legislativas , dos Municípios, Assembléias Estaduais , até chegar aos auspícios da própria Câmara dos Deputados Federais Senado da República , foi, inusitadamente, Cassado , ontem, em votação transcorrida, as turras, contra a vontade dos seus mais comedidos simpatizantes, o Vereador Municipal de Vitória/ES , Gilmário da Costa Gomes, o vulgo “ Passarinho”.

 

Sem que tenha, sequer, cometido Mal Republicano Maior , do que, Utilizar-se da sua Verba Pessoal de Gabinete , em contabilidade financeira suspeitíssima, tão comum aos demais Legisladores do Brasil a fora, que, quase sempre, versam essas pouco claras cominações legais, as vezes, para tanto, subfaturando salários, eventualmente, pagos aos seus Assessores Diretos , reembolsados pelos cofres públicos, a titulo de mantença do Mandato Público , e suas despesas “ Inerentes ”, expediente, esse, Anti-jurídico , mas, de certa monta, Comum no Brasil, a fim de que se infle o Salário Oficial da Vereança Pública Nacional , que também ocorre, ao mesmo título, na Geral Deputança Nacional , e, também, em menor grau, na Senadoria Publica Federal , o tal Vereador Passarinho , foi, implacavelmente, abatido, em pleno vôo do seu Primeiro Mandato , prestes a alçar um vôo ainda maior, quando era candidatíssimo a um Segundo Pleito , até ontem, com razoáveis chances de Vitória .

Contudo, Derrubado do Mandato , em tumultuada votação na Câmara Municipal de Vitória , justamente, alvejado pelos seus Pares , e parias, Vereadores Municipais , como quem, a dizer que, rejeitam a Repugnante Prática , o Vereador Galináceo “Passarinho” , ademais, viu sua meteórica Carreira Política , começada em Bairro Modesto da Cidade, junto as massas reprimidas e desfavorecidas de Mangue Seco , ser, brutalmente interrompida, num Julgamento Tosco , mais Político, do que Jurídico .

Aliás, como é a pratica comum do Legislativo , em todos os níveis, no Brasil.

O mesmo Legislativo , entretanto, que Cassou , por indícios Meramente Políticos o Deputado Roberto Jefferson , em Brasília, e o seu maior algoz, o também Deputado José Dirceu , como vítimas únicas, e absolutas, do Escândalo do Mensalão , até hoje mal solvido pela Opinião Pública Tupiniquim.

Entrementes, aos que, já,´se acostumaram com as Praticas Napolitanas do nosso Ímpio Poder Legislativo , quase sempre marcadas por cirurgias pontuais, e camorrentas , que tão somente sacrificam os seus Membros-alejões , estejam, ou não estejam, eles, declaradamente envolvidos em processo de Metástase Cancerígena , como parece-nos ser o caso da Ave Legislativa de Aberração, Gilmário “Passarinho” , especialista em vôos rasantes do: “ Se tem verbas, eles vêm, se não tem verbas, eles vão” , soa-nos, ademais, a tal Jogada , como a simples“ Bola ” da vez.

Assim, a Cassação , em si, parece-nos muito mais uma Mordaça ou Censura, ministrada aos que não se adequam ao Jogo Sujo do Poder

Afinal, quem não se lembra, ou não se pergunta, por onde anda o irreverente e Tagarelante Deputado Federal, Clodovil Ernandes quem disse, inusitadamente, referindo-se a sua Colega Deputada , quando foi, impunemente, submetido ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados Federais “As mulheres, hoje, no Brasil, trabalham deitadas e descansam em pé”

Quanto ao Vereador Passarinho , na certeza de que um “ Passarinho só não faz verão ”:

Esse , caiu de  , lutando.

 

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.