1º DE ABRIL : “SOMOS OU NÃO SOMOS O PAÍS DA MENTIRA” ?

Por : Pettersen Filho

Tudo começou supostamente em 21 de abril de 1500.

Naquela manhã fatídica teve início a grande mentira nacional.

Hipoteticamente escoltadas pelo “ May Flower ” e John Smith chegaram às costas brasileiras as Caravelas Nina, Pinta e “ USS Enterprise ”, trazendo a bordo Pedro Álvares Cabral e Pero Vaz de Caminha.

Encarregado de descrever o tal descobrimento, o Escrivão-mor do Reino, sacou logo de sua Pena de Pavão esferográfica marca “Bic” e foi logo canetando a mentira: “ É uma terra abençoada. Em se plantando, tudo dá 

 

Começou aí a grande balburdia nacional. Do próprio e faccioso descobrimento: Após nefasta calmaria, em meio ao Grande Oceano Atlântico, depois de navegar por engano e a deriva, em busca do caminho para as Índias Orientais, aqui aportaram as tais Caravelas, trazendo ao largo a Carta do Tratado das Tordesilhas, que bem antes de se imaginar as terras americanas, já dividiam o seu território entre a Espanha e Portugal.

Empolgados pelas índias, mulatas e nuas, que receberam a Corte de Cabral, entre uma suruba e outra, continuou a mentira, e pronto. Já em 1789 ensaiávamos a nossa independência da Corte Lisboeta, no movimento fraudulento de emancipação que entrou para a História como a “ Inconfidência Mineira ”, quando o Alferes Tiradentes, somente ele, pagou no cadafalso pelo crime de sonegação.

Não contidos pela diversão “ Pa-tro-pi ”, inventaram de fato mais uma mentira: ... e aos sete dias do mês de setembro de 1822 o próprio filho do Imperador D. João VI proclamou, Ele mesmo, a Independência do Brasil da Corte de Portugal, no que ficou conhecido, as margens do Rio Ipiranga, como a maior e mais primorosa, mentira nacional.

Ainda não satisfeitos com a Obra Prima realizada, desde as Caravelas, a Guerra do Paraguai, a devolução da Província Cisplatina e a Emancipação dos Escravos, em 1888, encarregaram-se os escribas de confabularem o maior de todos os conluios, e aos 15 dias do mês de novembro de 1889 proclamaram, através do homem de confiança do Imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca, a grande e inestimável República Federativa do Brasil, sem disparar sequer um tiro, destronando o tal Imperador.

Mas, contudo, a Obra Prima não estava ainda completa. Faltava alguma coisa para adornar o imbróglio nacional, a “cereja” em cima do bolo: Em 1964 veio o tal Golpe, que não passou de uma “ patriotada ”, ao qual a seguir, passamos por anos a fio por uma sórdida, verdadeira e cruel ditadura.

Mas, contudo, todavia e, porém. A mentira a qual estamos predestinados, ainda não era suficiente para amordaçar e entorpecer o Brasil. Seria ainda necessário que se promovesse a Distensão Política e a Abertura do Regime. Outra mentira: ...e vieram por fim as Eleições Republicanas de 1986, ao sabor entoado nas praças públicas da campanha das “ Diretas Já ”.

Não conseguindo mais navegar no Mar da Tranquilidade, tal qual as Caravelas, tendo com o Povo na rua, elegeu-se Tancredo Neves para Presidente da República, que, contudo, todavia, porém, não assumiu, vítima de um mal estar súbito, interpretando o seu papel na Peça maldita da constante Mentira Nacional, outra grande e inestimável mentira tupiniquim. José Ribamar Sarney: A Mentira das Mentiras. O nosso maior, e pior, “ Primeiro de Abril ”.

Antevendo, muito embora, nossos valorosos escribas, que a “ Monalisa ” Nacional, a Nossa “ Gioconda ” Brasileira, não estava primorosamente acabada, veio o tal “ Caçador de Marajás ”, a Mentira Suprema, a Mentira Rainha das Mentiras, que sequer consagrou reinar, cedendo o trono despotatário ao seu sucessor: Itamar Franco.

Mas o enredo não estava ainda completo. ... e veio o FHC com seu discurso prolixo-neoliberal, em nome da modernização do Brasil, entregando o patrimônio de anos e anos de trabalho virtuoso e sério, ao capital internacional, com a venda da Vale do Rio Doce, CSN e outras “brás”.

Ainda assim, a Grande Mentira Nacional não estava perfeita. Consagrada: O Gigante Adormecido, “deitado eternamente em berço esplendido” ainda não despertara....

E veio o “ Sapo Barbudo de Nove Dedos ”, o Pai dos Pobres, o Anão-fabeto, a grande, derradeira, sacana, urgente, indelével, Global, campeã, Mentira Nacional, reelegendo, consagrando e coroando no País a Mentira mais patriótica, desastrada, profana, descarada e Nacional: Luis Inácio Lula da Silva, a Mentira das Mentiras.

Afinal, então, caros súditos, eu lhes pergunto: Somos ou não somos o país das mentiras ?

                        

Feliz Primeiro de Abril, e todos os demais dias do ano!

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, ALÉM DE SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGIAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DOM VASCO FERNANDES COUTINHO, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO

 

 

 

DEFESA DO CONSUMIDOR – CIDADANIA - PEQUENAS CAUSAS CIVEIS ???

  

“DIVULGUE NOSSO TRABALHO PARA QUE NÓS TAMBÉM DIVULGUEMOS VOCÊ”

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