ATAQUE AO EQUADOR: “ A AFRICANIZAÇÃO DA AMÉRICA LATINA ”

Por: Pettersen Filho

Marcada pela Intervenção do Colonizador Europeu, que utilizou-se da África para exploração da mão de obra Negra e de seus recursos naturais, que levaram o Continente ao verdadeiro genocídio, lançando tribos, muitas vezes irmãs, umas contra as outras, e criando fronteiras artificiais, e segundo seu vil interesse, dividindo regiões segundo a sua ótica de dominação, a África até hoje sofre as consequências do grande mal causado pelo Imperialismo Europeu, posteriormente sucedido pelas guerras civis dos Estados Nacionais criados após o advento da Guerra Fria, tais como o interminável conflito da Somália/Etiópia, entre outros.

 

Assim, sob enfoque do mesmo pragmatismo que destruiu a África, e de que até então vínhamos passando ao largo, sob o inquestionável “ Escudo Protetor” dos Estados Unidos, na qualidade de nação hegemônica global, que sempre considerou a América Latina o seu quintal de influência, não admitindo ingerência de outros países na região, mantendo-a livre de ser objeto de maiores disputas, a exceção de Cuba, tal realidade, no entanto, com a ascendente intervenção direta dos EUA na Colômbia, a pretexto de combater o narcotráfico colombiano, através do chamado “ Plano Colômbia ”, investindo no Pais cerca de quase três bilhões de dollares anuais, além de pesado apoio logístico e bélico, em contradição com a novíssima ascensão de Hugo Chaves na Venezuela, e seu Socialismo Bolivariano , têm mudado drasticamente as regras do Equilíbrio de Forças Regional, causando uma instabilidade geopolítica antes inexistente, trazendo profunda tensão para todo o Sub-continente.

Tal assertiva ficou muito bem demonstrada no recente ataque do Exército Colombiano, no último sábado, ao acampamento das Farc`s, localizado dentro do Território Equatoriano, levando à morte cerca de 16 guerrilheiros, dentre os quais o Nº 02 das Farc`s, quem supostamente negociava a entrega de reféns mantidos pelo Grupo Guerrilheiro ao Governo Chaves, da Venezuela.

Operação muito comum no conturbado Oriente Médio, normalmente empregada pelo Exercito de Israel, quando invade a Faixa de Gaza ou a Cisjordânia, para promover seqüestros relâmpagos contra Autoridades Palestinas, ou para praticar assassinatos seletivos contra os lideres do Hamás, a exemplo do que pratica em outros lugares do planeta os próprios EUA, no Afeganistão ou Iraque, a pretexto da Guerra contra o Terrorismo, desconhecendo a soberania de outros paises e marcos de fronteira, entendendo a vigência da Lei Americana aonde quer que queiram, tal realidade, no entanto, era completamente estranha por aqui.

Parece, com tal medida, que a Colômbia, fortemente armada e compelida pelos Estados Unidos, haver inaugurado um novo período na América Latina em que a Extraterritorialidade da Lei Americana deve prevalecer, muito embora, a respeito do assunto, ao que se sabe, deliberação alguma haja passada pelo Capitólio Americano, autorizando a incursão.

Aos que guardam ainda certa semelhança com a antiga “ Operação Condor ”, em que as ditaduras do Cone Sul dos anos Setenta, Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile colaboravam entre si, financiando e admitindo seqüestros e extermínio em seus respectivos territórios, normalmente articulados por agentes da CIA e sob o patrocínio Chapa Branca de seus próprios governos, imaginando que tal pratica não é nova na América Latina, reporto que o caso em questão é diferente, posto que aqui, não houve colaboração mutua.

Há que se destacar, entrementes, que o próprio Direito Internacional admite o Principio da Extraterritorialidade Legal , e o próprio Brasil é signatário de muitas convenções internacionais, que, uma vez submetidas ao Congresso Nacional, e, somente se, aprovadas, dão vigência a leis externas no Território Brasileiro, mas, o caso do Equador foi diferente, posto que são dois Estados Nacionais com interesses contrários.

Normalmente, em se tratando de Estado Nacionais, Autônomos e Soberanos, como Equador e Colômbia, fosse Israel e Palestina, como, aliás, é comum entre Estados Membros de uma mesma Federação, por exemplo, Minas Gerais e Bahia: Quando um Juiz ou Governo detecta uma anomalia ou transgressão em outro, desfavorável a si e contrário a lei, ou quando precisar adotar um procedimento formal no outro Estado, o que se faz é deprecar o outro Ente, Estado, para que ele, com suas forças, ou autorizando o uso de outras, intervenha na questão e sanei o feito, e não como o ocorrido no Equador, em que forças estrangeiras violaram, a qualquer pretexto, território soberano e independente.

Ao que se vislumbra, no caso, demos inicio a um Novo e Perigoso Jogo na América Latina que pode incendiar todo o Continente, quiçá, amanhã ou depois, incinerando também as ruas da Litle Havana, em Miami.

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, ALÉM DE SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGIAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DOM VASCO FERNANDES COUTINHO, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO

 

 

 

DEFESA DO CONSUMIDOR – CIDADANIA - PEQUENAS CAUSAS CIVEIS ???

  

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