EMBRAER: “ESTOURA A GUERRA DA VENEZUELA”

Por: Pettersen Filho

“Bases aéreas americanas de Porto Rico, Florida e Louisiana entram em alerta máximo. De diversos pontos dos EUA decolam F-15 e F-l6 americanos, completamente armados. Porta aviões atômicos, repletos de marines e agentes do MI-6 dirigem-se a toda vela para o Caribe. Aviões de reabastecimento KC-135 já nivelam céus do Atlântico-sul. Agentes da CIA, travestidos de jornalistas e empresários, já se mobilizam em pleno território venezuelano.

 

Enquanto isso, em Caracas, Brasília e Havana unidades avançadas de vigilância e interceptação alçam vôo para a impossível missão de repelir o ataque convencional. Tropas americanas estacionadas no Paraguai e Colômbia dirigem-se a largos passos para a fronteira. Buenos Aires, enciumada, protesta. Santiago volta-se, abstêmia, para o Pacifico Sul. A Pedevesa, exportadora da quase totalidade dos seus 1,5 milhões de barris de petróleo para os EUA, suspende, em represália, a exportação, elevando o barril a US$ 100 dollares.”

Tal manobra, a principio, aparentemente surreal e dantesca, no entanto, parece a cada dia mais real e provável.

Indicio claro da evolução de tal quadro, entrementes, foi dado no ano passado, quando a Venezuela adquiriu cerca de 150.000 rifles AK-47 da Rússia para municiar os comitês revolucionários bolivarianos, milícias fieis a Hugo Chaves, de orientação própria, e desvinculados do Exército, num indicio gritante de que se prepara o presidente Chaves para uma guerra de resistência através de guerrilha, se uma vez, eventualmente, subjugado o país pela invasão ianque, ou pela quartelada no Exército venezuelano, em improvável apoio ao invasor.

Neste contexto, o envolvimento carnal do Brasil não é mera presunção, mas já o é realidade.

Em socorro ao país que detêm a maior reserva americana de petróleo, e porta de entrada para a Amazônia atlântica, o Brasil já está visceralmente envolvido no suposto conflito. Vendeu ano passado alguns aviões leves de ataque ao solo, super-tucano e AMX da Embraer para o país amigo, mas, teve, no entanto, tal venda vetada, ontem, pelo todo poderoso governo norte-americano, que é o fornecedor dos “aviônicos” (computadores, motores e trem de pouso) essenciais ao vôo dos aparelhos, sem os quais, inclusive, os aviões da própria FAB sequer levantam vôo.

Em contrapasso, e em nítida represália, o Departamento de Defesa norte-americano cancelou a concorrência vencida pela Embraer para fornecimento, e construção, de aviões ERJ-145 de vigilância aérea avançada nos EUA, representando um duro golpe na logística da Empresa. O Ministro das relações exteriores, Celso Amorim, embargado, em entrevista as redes de televisão, não soube explicar o ocorrido. É o fato.

Quanto aos ianques, se eles virão, conforme o quadro imaginário que tecemos, se por meio de ação bélica, ou se por meio de embargo ou sabotagem, efetivamente, não se sabe. Mas, que eles virão para destronar o Coronel da Força Aérea Venezuelana, hoje presidente, com mão-de-ferro, do país, que eles mesmos, americanos, entronaram, ao fomentar o golpe aristocrático que retirou Hugo Chaves, presidente constitucionalmente eleito, por dois dias do poder, anos atrás, e que despertou a sua ira: Ah, Eles virão. Sim.Virão sim.

 

 

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Crônica também Publicada em: www.paralerepensar.com.br 

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, ALÉM DE SÓCIO CORRESPONDENTE DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGIAS, POLÍTICAS E SOCIAIS DOM VASCO FERNANDES COUTINHO, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO

 

 

 

 

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