A DOMINAÇÃO DO ESPECTRO TOTAL...

Por : Pedro Porfilio

Num país em que as elites dominantes confinam a informação e o conhecimento às fronteiras da idiotice,  em que o medíocre BBB da Globo aparece como o tema mais consultado do Google em 2013 chega a ser uma temeridade falar do perigoso jogo de poder da atualidade e de um livro que vai na veia do que os Estados Unidos pretendem com o seu "full spectrum dominance" (dominação de espectro total) - tese essencial de A Segunda Guerra Fria , de Luiz Alberto Moniz Bandeira, um dos mais inquietos, profundos e corajosos expositores das torpezas coloniais.

 

Para a tristeza das raras mentes ainda não terceirizadas, vivemos sob o mais eficiente  processo corrosivo da inteligência, uma vitoriosa carga pesada que torna a compra de caças de guerra uma despesa inútil, um dinheiro jogado fora.

A dominação hoje emana de fontes tão sofisticadas que prescindem dos campos e dos ares de batalha. São primatas os que recorrem à pólvora quando as tecnologias imperiais de última geração descobriram nos povos domináveis os melhores instrumentos da dominação e da sua exploração.

Bem que eu queria escrever a respeito antes de você gastar o que sobrou do 13º. Falhei por razões de saúde do conhecimento de todos. Mas como ainda não espocaram os fogos do artifício, pode ser que um ou outro ainda tenha algumas patacas para investir nessa obra que expõe as vísceras e as malandragens do império decadente na guerra fria de posições pelas riquezas energéticas do Oriente Médio, cenário da mais bem sucedida manipulação das contradições tribais e religiosas até então administradas. 

Moniz Bandeira prova por "a + b" que a chamada "Primavera Árabe" não resulta da explosão espontânea das massas. E aponta a guerra civil síria como auge de sua intervenção na área, relacionando as operações da CIA com a própria crise econômica norte-americana: "os Estados Unidos tornaram-se uma potência devedora, sobretudo da China, e não conseguiam sequer financiar suas atividades domésticas, nem as guerras no estrangeiro que o presidente George W. Bush havia deflagrado...e assim, passaram de potência credora mundial à condição de principal nação devedora".

Enquanto isso, "as reservas em moeda estrangeira da China, em junho de 2009, já eram de US$ 2,13 trilhões, dos quais, segundo dados da Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos, U$ 763,5 bilhões eram em títulos da dívida americana".

A presença russa e da China como contrapontos seria a única condição de evitar a destruição sumária do Estado nacional sírio, como aconteceu na Líbia recolonizada, com o agravante: esse projeto implicaria na divisão da Síria em pelo menos dois países, reduzindo sua força como expoente do moderno estado laico e sujeitando-a a conflitos "religiosos" destruidores.

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