LEI PAULO GUSTAVO : “UMA LEI MUITO ACIMA DA LEI...”

Por : Pettersen Filho

Seguindo a velha trilogia de Leis oportunistas, ou midiáticas, realizadas apenas para promover seus autores, ou uma pequena parcela da população, tal qual leis geralmente excludentes, ao contrário de includentes, como é a roupagem de que são revestidas, que objetivam seccionar a Sociedade brasileira, dividindo-a em nichos antagônicos, do tipo a eterna Luta de Classes, entre pobres x ricos, mulheres x homens, negros x brancos, ou jovens x idosos, poderia citar a Lei Maria da Penha e a Lei de Cotas Raciais, ou o Estatuto do Idoso, nada contra, antes pelo contrário,  o Presidente Jair Bolsonaro acaba de vetar a Lei chamada “Paulo Gustavo”, em alusão ao reconhecido artista da Globo, homônimo, falecido o ano passado de Covid – 19.

 

 

Iniciativa legislativa digna, como todas as outras também o são, em prol da Cultura, é o rótulo, talvez, tentativa de reeditar, com outro nome, mas idêntico proposito, a Lei Rouanet, na qual se banquetearam com vultosas verbas públicas artistas já consagrados, nacional e internacionalmente, como Maria Bethânia, de que gosto muito, dizem, 1,5 milhão para declamar poesias, Ivete Sangalo, e seu eterno Trio Elétrico baiano, também bom, no Carnaval, enfim, pessoas que não precisam de recursos públicos, ao invés de beneficiar milhares de artistas anônimos, com algum talento, e nenhuma projeção, aberração essa, também ceifada por Bolsonaro, a Lei Rouanet, tal como antes, o que, talvez, até explique a Vaia que sofreu o Presidente, no último Lollapalooza (  http://www.abdic.org.br/index.php/2468-lollapalooza-o-grito-dos-incluidos-no-brasil ), no Rio de Janeiro, como é também unanimidade, em desafeição, no meio artístico, quem viu a Teta Pública secar.

 

Verbas, geralmente, carimbadas, que passam por verdadeiros Escritórios, especializados na liberação de tais recursos, e na concepção dos Projetos necessários, que, de cara, abocanham boa parte das verbas, geralmente ligados à Prefeituras, ou Governos, Brasil a fora, a Lei Paulo Gustavo, por que não “J. Vieira” ou “Maurilio Marks”, hábeis tocadores de banquinho e viola nas noites de Belo Horizonte/MG, a Lei, assim como posta, retiraria dos cofres públicos quase 4 bilhões de reais, que muito bem poderiam ser direcionados às escolas e aos hospitais.

 

Corte, veto, que deve ser exumado pelo Congresso, e seus nobres interesses, eu, Poeta que sou, vou, eu mesmo, bancando meus livrinhos e Sarau de Poesia, sem dever, ou pedir, nada à ninguém...

... E viva a Cultura Popular brasileira, representada nos Cordéis e Rodas de Samba, Brasil a fora: “Oi abre alas, que eu quero passar”

 

PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO