COQUETEL MOLOTOV : “OS QUE FOREM UCRANIANOS QUE ATIREM A PRIMEIRA GARRAFA ...”

Por : Pettersen Filho

Passados, já, mais de dez dias, desde que as Tropas Russas cruzaram a Fronteira Leste da Ucrânia para a chamada “Operação Militar Especial”, de Putim, à fim de “Desnazificar” o País, alegoria ao Nazismo, protegendo-se, de sobra, do avanço da Otan – Aliança Militar do Atlântico Norte, Europa Ocidental e EUA, das proximidades das suas fronteiras, coisa que ocorreu com a anexação pelo Ocidente de Polônia, Tchecoslováquia, Lituânia, e outros, desde a queda da URSS, em 1991, no que imaginou Putim uma Blitzkieg, “Guerra Relâmpago”, à moda Adolf Hitler, de ocupação rápida, com avanço simultâneo de blindados e aviões, surpreendendo o inimigo, estratégia essa que, notoriamente falhou, contando com forte resistência Ucraniana, adicionada a remessa última Ocidental de armas anti-tanques e aviões, expondo a enormes riscos as Tropas Russas, tal fato só vem aumentando a letalidade e a violência praticadas na tal Ocupação.

 

 

Chamados à resistir os Ucranianos, entre civis e combatentes estrangeiros, que ousem intervir, mesmo diante da promessa russa de retaliação sem precedentes, como jamais vista, porquanto, em oposição aos russos, ameaçam os países, ex- satélites da URSS, Polônia, Estônia, República Tcheca, a desovarem nos campos de batalha ucranianos armamentos herdados da própria URSS em seus estoques, Migs e Sus Soviéticos, semelhantes aos que já possuem a Ucrânia, aumentando as apostas da Otan, novo ingrediente, contudo, emerge na guerra assimétrica entre a Ucrânia, resiliente, e a Rússia, supostamente invasora, qual seja, o “Coquetel Molotov”.

 

Bomba incendiária criada supostamente pelos Finlandeses, quando esses sofreram, em 1940, a invasão da própria Rússia, nos primórdios da Segunda Guerra Mundial, feita com fósforo e gasolina acondicionados em simples garrafas de vidro, que se mostrou muito eficaz para deter o avanço russo, nome que recebeu “Molotov”, em homenagem ao então Ministro do Exterior Soviético, podendo ser fabricada por civis, não-combatentes, na própria garagem ou cozinha de casa, e manipulada até por velhos e crianças, a população civil da Ucrânia, agora, é chamada para atos de tal heroísmo inútil, para, uma vez mais, na História, deter os russos...

 

Artefato visto com certa poesia, e bravura, com que ora é pintado pela Mídia Ocidental o Presidente Ucraniano, o Humorista Zelensky, nome que poderá, certamente, ser atribuído aos enormes cemitérios humanos que vão advir de tal resistência, com pesadíssimos custos sociais e humanitários, ao que nos parece, serão insuficientes para deter a abnegada Rússia, mas somente aumentará a carnificina e violência perpetrada, enquanto, como quem assiste um videogame, ou uma partida da NBA, ensaiam coro os Ocidentais livracionistas: “Và lá Ucrânia, resista !”, porquanto, no Picadeiro, Zelensky assiste o Circo pegar fogo, tal guerra, no entanto, corre muito bem o risco de disseminar, alastrando fogo em toda Europa, sem que lado algum vença, ou, pelo menos, ganhe nada com isso, a não ser os “Senhores” Absolutistas da Guerra, do tal Mundo Homogênico da Supremacia Americana Unipolar, e do Globalismo, corporativo multinacional, nas salas de ar condicionado do Pentágono, na sede de Bruxelas da Otan, ou nos salões escuros do Kremlin, a brincar perversamente com a vida de toda a Humanidade.

 

PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.