BRASIL X USA : “ SALIVA OU POLVORA ?”

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Por : Pettersen Filho

Objeto de cobiça internacional, parte do não-reconhecimento, até agora, da eventual vitória de Biden, nas recentes eleições norte-americanas, por Jair Bolsonaro, tendente esse último a impor possíveis barreiras ao Brasil em apologia as queimadas na Amazônia, é a própria Amazônia território vastíssimo, capaz de abrigar em sua superfície, perfilados lado a lado, países inteiros, tais como França, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra, com direito a troco, além de sua enorme floresta, e rios, é também riquíssima em minerais, do alumínio, nióbio, tungstênio, até ao ouro, esses sim, os reais interesses de Biden, e europeus.

 

 

Em recente discurso, quanto aos faros, Jair Bolsonaro, em mais de uma das suas perolas verborrágicas, acaba de pronunciar: “Quando a saliva acaba, vem a pólvora”, parecendo querer demonstrar seu firme proposito de defender a soberania brasileira, histórica, da floresta.

 

Satirizado, inicialmente, ao parecer-se com uma espécie de Napoleão Louco, querendo confrontar militarmente a maior Potência do Planeta, os EUA, Bolsonaro, contudo, não deixa de ter razão.

Se comparados, lado a lado, o poderio militar norte americano com o do Brasil, sofreríamos uma espécie de Blitzkieg Nazista, ou Tempestade no Deserto Iraquiana, tamanha a derrota que obteríamos, imediatamente, num confronto real e latente, a não ser pelo fato moral, de sermos uma Nação Pacifica, e Aliada, ou fato ser a própria Guerra uma espécie de luta desproporcional de Davi, sendo massacrado por um Golias, na opinião pública mundial, já que, pouco palatável o discurso de que tal invasão seria a pretexto de “buscar” as famosas “armas químicas” do Iraque, absolutamente inexistentes, ou de “salvar” a floresta, possivelmente transformada em um novo Vietnam, conflito em que os americanos tomaram uma surra, justamente na floresta asiática, que ainda habita o psicológico dos Yankees, e, ou, o provável, apoio Russo/Chinês ao Brasil, tal como o fazem na Venezuela, somente pelo bel prazer de confrontar os Gringos...

 

Suspeitíssimo de possuir, se não a bomba atômica, que poderia desequilibrar a abismal vantagem americana de deter a maior Marinha do Mundo, instalações como a Serra do Cachimbo, Angra dos Reis e Aratú, bem como o Sonda IV, demonstram, pelo menos, certa habilidade das Forças Armadas brasileiras, ao direcionarem a sua estratégia de defesa do País, além de que, a própria Escola de Instrução de Guerra na Selva, na Amazônia, tida como a melhor do Mundo, ensina, não uma Guerra de Ataque, em que um País invade outro, mas a de resistência, contra um Inimigo Hostil, dominante, como o deve ser o Americano, em caso inverossímil de ataque.

 

Por isso tudo, menos que o disparo de um “Tiro”, sugerido por Bolsonaro, ou seja, o possível uso da “pólvora”, muito mais, uma simples “Cuspida” na cara de Biden, ou de quem tentar, deve bastar, como “saliva”, dissuasória, diplomática e necessária, bem dada por Bolsonaro.

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.