ACORDO BRASIL X ESTADOS UNIDOS : “O ACORDO MUI AMIGO...”

Por : Pettersen Filho

Termo ultrapassado, em pleno Século XXI, da Globalização e do Multilateralismo, ultrapassada a Guerra Fria, é, no entanto, talvez, o mais adequado ao perfilar, ao Mundo, a Relação dos Estados Unidos com os demais países do Planeta, exacerbado na Administração Donald Trump, prestes a se renovar, na sua eventual reeleição, muito provável, apesar das pesquisas: “Imperialismo”, assim como se veem os EUA, “Nós x Eles”, numa relação assimética, e Paternal, do tipo “America First” Primeiro, muito bem exaltada na Campanha Trump: “The America Great Again”, que relega a União Europeia à um Bloco Submisso, como demais parceiros no Globo, Japão, Coréia ou Inglaterra, sempre preteridos diante dos seus próprios interesses, tentando reviver seus tempos de esplendor, logo após a Segunda Guerra Mundial, em que emergiu como a Primeira Potência Militar, e Econômica, do Planeta, obscurecida com a novíssima Assunção da Rússia, de Putim, e da China, Comuno-capitalista, além dos calos que lhe incomodam, das atuais Guerras por Procuração, na Ucrânia, Bielorrússia, Síria, Venezuela e Irã, que ameaçam a sua hegemonia

 

 

Nesse contexto é que, como quem acaba de depositar as suas fixas na Sucessão de Trump, apoiando a sua Administração, dias antes do pleito nos EUA, como um blefe, Bolsonaro acaba de anunciar, junto com Robert Obrien, o Conselheiro de Segurança Americano, cargo de maior relevância nos EUA, inédito Acordo comercial entre os dois países, inicialmente, para desburocratizar, e automatizar, o Comércio, junto com um pacote de Defesa, com pomposa visita prevista ao Brasil, selando possibilidades de um futuro Acordo de Livre Comércio entre as duas maiores economias das Américas, o que os credenciam a reeleição, isso, mesmo após, inequivocamente, por concessão de Bolsonaro, a Boeing devorar, e regurgitar a Embraer, ou seja, supostamente, compra-la, extrair seus segredos, industriais e comerciais, sucatea-la, e devolvê-la ao Brasil, como pratica internacional oligopólica e de trust, que lhe são pertinentes, lançando lhe à própria desgraça econômica, meses após, também conseguir do Governo brasileiro acesso irrestrito à Alcântara, Base de Foguetes, colocando o Brasil na lista de supostos Alvos de Guerra Atômica, em caso de Conflito, nesse diapasão, agora, almejando acesso pleno, e irrestrito, ao Mercado brasileiro, de quem o Brasil se tornará, inevitavelmente, refém, ao invés de um caminho pendular, que lhe é mais interessante, de se posicionar, às vezes, entre China, ou Europa, possivelmente, extraindo de asbos o que lhe for mais favorável, como o seria o 5G chinês, também em jogo no tal Acordo..

 

Temor que nos acomete, não sem fundamentos, os Estados Unidos nunca admitiram, ou admitirão, que desenvolva o País, Indústria Bélica própria, desenvolvimento de Misseis Balísticos ou Veículos Lançadores de Satélites, possibilitando ao Brasil autonomia, que o diga o Acidente de Alcântara, em que o Sonda IV brasileiro foi, segura, e repetidamente, sabotado, levando a morte três dezenas de cientistas brasileiros, tal qual se praticam, via VANT Predator, ou CIA, os assassinatos seletivos de Cientistas Iranianos, ou os sucessivos Golpes de Estados, ou as chamadas Primaveras Árabes, impetrados pelo Pais, no Oriente ou na América Latina, à exemplo de 64, no Brasil, 73, no Chile, 2002, na Venezuela, 2019, na Bolívia, dentre outros, em claras manobras de ingerência nos Governos Nacionais, o que, no Brasil, não deve ser diferente.

 

Acordo Comercial, de Defesa, ou chamem como chamarem, deve ser olhado com desconfiança, sem que, no entanto, haja xenofobismo de nossa parte, já dizia Kisinger: “Os Estados Unidos não tem Amigos, tem Interesses”, e, particularmente, penso: Soberania não se vende, seja aos EUA, Rússia ou China, pois, nos ensina a História, quem compra apoio americano, compra também as suas guerras (e como brigam os americanos), seja na Venezuela, Ucrânia ou no Irã...

 

Sou, por princípios, contra:

 

“Yakee go Home”, já preconizavam as Republiquetas da América Central na Década de 60 e 70, Panamá, antigo Território da Colômbia, arrebatado, Porto Rico, arrebatado, Hawai, arrebatado, ou República Dominicana e Granada, em diferentes contextos, quando tomados pelos Marines...

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.