MORO DENTRO, MORO FORA : “RENÚNCIA O MINISTRO DA JUSTIÇA DO BRASIL...”

Por : Pettersen Filho

Quando adquiri, no Comércio, uma tábua de churrasco, em vidro blindex temperado, decorada com a foto do Juiz Sérgio Moro, o fiz por acreditar em valores que o, então, Juiz da Lava Jato, encerrava em si, tábua que encobri com outra adesivagem, logo que ele aceitou o Cargo no Governo Bolsonaro, de quem, em certa dose, fui defensor, por entender que no Ministério, como de fato, teria o Juiz restrições, diferente do papel imprescindível que exerceu na Lava Jato, meio que, cooptado pelo Poder.

 

 

Contrariado, sequer, consultado, no Decreto Presidencial que exonerou o Delegado Diretor da Polícia Federal, afeta ao seu Ministério, da Justiça, ao Juiz Moro não restou outra alternativa, a não ser, também, renunciar, haja vista a inadmissível interferência do Governo, esse ou qualquer outro, em Órgão autônomo e independente, ora por vontade Política abominável, coisa que nem o mais perverso, e corrupto, dos Governos, nem mesmo o próprio Lula Larápio, ousou realizar.

 

Governo com que, ao meu ver, jamais deveria ter coadunado, não por ser Bolsonaro, mas incompatível com o caráter e valores empíricos do Juiz, e de qualquer Juiz, tudo indica que Bolsonaro encontra-se incomodado com a possível inquirição dos seus Filhos Patetas, “Huguinho, Zezinho e Luizinho”, nas ações do Planalto, na verdade o seu Estado Maior no Poder.

 

Tiro no próprio pé, e na credibilidade do seu Governo, Moro, na verdade, saiu de onde jamais deveria ter entrado, dando crença ao ditado que diz  ninguém ser insubstituível, perda irreparável, na verdade, põe o atual Governo às escancaras...

 

Aguarde-se Motim na Polícia Federal, que, pela sua tradição, jamais se renderá !

 

Quanto a tábua, e o retrato, voltará para o mesmo lugar.

 

Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC