CHILE, DE SALVADOR ALIENDE À PINOCHET: “A GLÓRIA E A RUÍNA DE UM PAÍS...”

Por : Pettersen Filho

De Exemplo, à Não-exemplo, de Modelo à Anti-modelo, País algum no Mundo, talvez, esteja tão nítido o Sucesso e o Fracasso do Neoliberalismo Econômico, como se vê, atualmente, no Chile, Ponta Sul da América Latina, até outro dia apontado como o Pais mais estável e progressista do Sub-continente, citado como Vitrine do Capitalismo Moderno, desde que resgatado das Garras do Comunismo, em 1973, quando o Líder Socialista, Salvador Aliende teve o seu Palácio Bombardeado, deposto e morto, por Augusto Pinochet & CIA, à exemplo de outras Ditaduras instaladas na América do Sul, em Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, em plena Guerra Fria, que, volvendo à Direita, alinhou seu País aos Estados Unidos e Europa.

 

 

Forte em Mineração, cujo Cobre é a maior das riquezas, Unido Tarifariamente aos EUA e Membro do Acordo do Pacífico, Pais de Sociedade bastante estratificada e culta, quase à nível europeu, exportador de Mariscos, Caranguejo, Salmão, Vinhos e Frutas, o Chile, até ontem, era uma Ilha de Prosperidade na Latino América, citado como Exemplo a ser seguido, com Turismo em alta, e uma Previdência por Capitalização bem implantada e sólida, até que eclodisse, a cerca de um mês, verdadeira convulsão social, com o Povo nas ruas exigindo reformas e denunciando o Estado avassalador.

 

Pegos como um verdadeiro Soco na Barriga, países como o Brasil, mais à Direita, na Era Bolsonaro, e mesmo Bolívia, de Evo Moraes, deposto, Equador, Argentina e Venezuela, mais à Esquerda, tem muito o que repensar, a partir do atual Insucesso Chileno.

 

Em tempos de Guerra Comercial, entre China x EUA, que sucedeu a Guerra Fria, instalando novo conflito na Região, e diante da ferrenha oposição de Donald Trump, e alguns dos seus mais devotos seguidores, a Globalização, em que os Estados Nacionais, e o Nacionalismo, parecem tomar pulso, caminhamos, de fato, e de direito, para tempos sombrios em Latino América, em pleno Quintal dos Estados Unidos, quem parece querer recuperar o terreno perdido para China e Rússia, na África e América Latina, na recém instalada nova Geopolítica Mundial, do “Dedo no Olho e Porrada na Cara”...

 

Afinal, já diziam os antigos: “Farinha pouca, meu pirão primeiro.”

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.