15 DE NOVEMBRO, PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: “NÃO VERÁS REPÚBLICA ALGUMA...”

Por : Pettersen Filho

País cuja História está repleta de fetiches, desde uma Falsa Descoberta, em 21 de Abril de 1500, quando já se sabia, na Europa, desde o Tratado das Tordesilhas, da Divisão pela Igreja das Terras Além Mar, entre Espanha e Portugal, ao invés da suposta Calmaria, que trouxe a Nau de Cabral ao Brasil, passando pela Independência, Negócio de Pai & Filho, em que D. João VI, em 1822, abdicou do Trono brasileiro, em favor do seu Filho, Pedro I, a nossa dita, e bravia, Independência, não foi, de outra forma, também, a hoje comemorada Proclamação da República, aos Quinze Dias passados do Mês de Novembro do Ano de 1889, se não, o mais nítido e tacanho Golpe Militar, dos então Marechal Floriano e Deodoro da Fonseca, contra o Imperador, Pedro II, e a Família Real, completamente despido de Valores Populares, diante do suposto  Clamor Público, ambicionada pelo Povo, mas sim pelas Elites Cafeeiras, então desgostosas com a Abolição da Escravatura, e a Ruina Financeira, ocorrida um ano antes.

 

Golpe de Estado, que varreu para a Poeira da História o Período de maior Crescimento, e Consolidação das atuais Fronteiras do Brasil, passando pela Independência, com Pedro I, a Regência, Guerra dos Farrapos, 1835/45, Guerra da Tríplice Aliança (Paraguai), até a incipiente Industrialização do Brasil, Ferrovias e Tecelagem, o advento da República, em 15/11/1889, simbologia à parte, até hoje se processa, nas Ruas, Praças e Câmaras Municipais, se encarregando da construção, efetiva, de uma República, atual e em edificação, que passou pela República Velha, Getúlio Vargas e seu Estado Novo, por 1964, Reabertura Política e Redemocratização, com as Diretas Já, até o recente Impeachment de Dilma Roussef e o Petrolão de Lula, Preso, tratando de ressuscitar, logo nos seus primeiros dias a figura adormecida do Tiradentes, e da Inconfidência Mineira, em 1789, ano da própria Revolução Francesa, quando Ouro Preto, em Minas Gerias, na verdade, era o Centro Econômico do Mundo, tão importante quanto Londres ou Paris, em que se dera o tal Movimento, a Inconfidência, tratando logo, os Republicanos, a fim de blindarem-se contra a Deposta Coroa, Império, ao ressuscitar o Mito “Tiradentes”, ou, pelo menos, Reconstruí-lo, Preso, Julgado, Enforcado e Esquartejado, Cem Anos antes, em 1889, quando teve sua casa Salgada, para que nada mais ali nascesse, esquecido pelo Século inteiro que se seguiu, Pés Vacilantes, Maltrapilho, Amarrado e Barbudo, mera Estátua na Avenida Brasil com Afonso Pena em Belo Horizonte/MG, para ser resgatado como Herói da Pátria, Patrono Cívico da Nação, pelos Republicanos, sem que com isso se lhe retire a real Grandeza, que precisavam de um Bode Expiatório, justamente o Tiradentes, para exorcizar do Presente, a possível volta da Coroa, no Futuro.

Figura emblemática, que teve, realmente, a sua Importância, Francisco José da Silva Xavier, o Tiradentes, e a própria República, então, de 1889, tiveram, e tem, a sua Importância, contudo, isso posto, desde que haja “Pingos nos I`s”, já que a História não é bem essa que se conta nos Livros...

Mas, mesmo assim: “Viva o advento da República”, não a de 1889, a do Golpe Militar dos Marechais, mas a República de Hoje, 2019, que se constrói, dia-a-dia, nas Ruas, Praças e Construções, diria Geraldo Vandré !!!

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.