IRMÃ DULCE SANTA : “APENAS MAIS UM FERIADO NACIONAL...”

Por : Pettersen Filho

Canonizada, Elevada a Condição de Santa, a Irmã Dulce, indubitavelmente, detentora de uma Obra Missionária invejável, especialmente na Bahia, acaba de se tornar a Primeira Santa brasileira, com direito a Cerimônia na Praça do Vaticano, diretamente de Roma, celebrada por ninguém menos do que o próprio Papa Francisco, tendo por nomenclatura o pseudônimo “Irmã Dulce dos Pobres”, numa referência ao trabalho que realizava junto às camadas mais pobres da População brasileira.

 

“Santa Dulce”, como oportunamente passa a ser chamada, naquela que é a Maior Nação Católica do Planeta, o Brasil, no momento, tendente a migrar para outros cultos, tamanha a proliferação de outras religiões mais sincréticas, como os Evangélicos, e, especialmente na Bahia, as Religiões Africanas, como o Candomblé e os Terreiros de Todos os Santos, não deixa, contudo, a Entronização da Irmã Dulce de ser, minimamente, uma Jogada de marketing do próprio Vaticano, a fim de estancar a sangria.

Elevada a tal condição de Santa, em tempo recorde, face ao reconhecimento de pelo menos dois Milagres, em que um Homem com Glaucoma voltou a enxergar, e em que uma Mulher, após breve condenação, teria sobrevivido a Cirurgia, Madre Dulce agora pode ser cultuada em todo o Mundo

Creiam, ou não creiam, minha devoção pessoal à parte, apenas mais um pretexto, tenho Fé, para mais um Feriado Nacional, dentre tantos outros celebrados no Brasil !?

Amém!

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.