FELIPE SANTA CRUZ : “ A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL COM VIÉS POLÍTICO PARDIDARIO...”

Por : Pettersen Filho

Órgão de Classe, com regimento e previsão em Lei Federal, a nº 8.906/94, Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, apta a representar o Advogado em todo Território Nacional, que, por sua vez, sob mandato do seu constituinte postula em Juízo em favor do Cidadão, em questões tão cruciais, no resguardo da Ordem Constituída e das Garantias Individuais, quanto a sua Liberdade e Direitos Indisponíveis, assim como a própria vida, assegurando-lhe as prerrogativas de intocabilidade e livre acesso no Exercício da profissão, é Instituição tão importante no Brasil, que, sem ela, e sem a presença do próprio Advogado, é de todo impossível a Administração da Justiça, atividade, inclusive, imposta pelo artigo 133 da Constituição Federal da República.

 

Acusada, no entanto, de Omissão e Negligência, em passado recente, quando da vigência no País do Regime Autoritário, entre 1964 e o começo dos Anos Noventa, quando redemocratizado o País, em que vigorava a Ditadura Militar e o A!-5, que suprimiu as Garantias Individuais e impôs a Lei de Segurança Nacional, época em que, por obviedade, inexistente a pungência, e acesso, ao Poder Judiciário, e dado a Censura ferrenha imposta no período, tenha falhado, ou não, o contexto político da época poderia muito bem esclarecer os fatos, a OAB, no entanto, revigorou-se, reprojetou-se, modernizou-se, mas, inobstante, para muitos, continua sendo um Órgão apartado das reais, e necessárias, questões de Classe, na maioria das vezes vista como uma espécie de Clube Privado de uma privilegiada Diretoria, e de alguns parcos Conselhos, voltados para o próprio umbigo, no mais das vezes, muito distante das questões sensíveis aos Advogados, e ao Cidadão em si, no calor das Ruas e Fóruns da Cidade, onde debatem-se os Causídicos, solitários justiceiros, muitas vezes diante de Juízes, Promotores e Delegados arrogantes, e um Poder Judiciário inócuo, longe de produzir, ou perpetrar a Real e Célere Justiça.

Polêmica instalada essa Semana, entre o Presidente da República, Jair Bolsonaro, Presidente Eleito e Efetivo do Brasil, assentado mais à Direita dos que regeram o Pais nos últimos vinte anos, a Esquerda Petista, e corrupta, de Lula e Dilma Roussef, mais sintonizados com o Socialismo e o Comunismo Mundial, após a redemocratização do Brasil, advindo, justamente das Casernas, Militar, Coronel aposentado do Exército brasileiro, enfim, Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas brasileiras, tido, em pleno ano de 2019, como um daqueles “Dinossauros” emergidos diretamente dos Porões da Ditadura, com quem visivelmente troca afagos, e o atual Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a que a pouco nos referimos, o Senhor Felipe Santa Cruz, filho de Fernando Santa Cruz, Militante da Guerrilha de 64, morto, aparentemente, pelo Regime, em 1974, com quem Bolsonaro trocou rusgas, se não, ofensas mesmo, ao referir-se ao episódio da Morte do Pai do Advogado Santa Cruz, segundo Bolsonaro, quem poderia explicar-lhe “porque tal óbito teria se dado”, lançando o Pais, novamente, na rachadura profunda daqueles anos de chumbo, em que Direita e Esquerda, como ora, jamais poderiam conviver na mesma trincheira.

Desgostoso pela negativa da Santa Cruz em abrir o sigilo financeiro do Advogado de Adélio Bispo, esfaqueador, e autor da tentativa de assassinato de Bolsonaro, ainda na Campanha, crime imputado nebulosamente à Esquerda, com que o Advogado nítida, e eticamente proibitivo, flerta, coisa que, provavelmente, o fez em defesa da Autonomia e Prerrogativa de todo Advogado, Bolsonaro levou a discussão para o âmbito pessoal, assim como o próprio Santa Cruz, falando, também aparentemente, em nome de todo, e qualquer, Advogado brasileiro...

... mas, com certeza, não em meu nome: Antuérpio Pettersen Filho – Advogado - OABMG 48118.

Essa polêmica não me interessa: “Me inclui fora dessa!”

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.