COAF OU NÃO COAF ? ESSA É A QUESTÃO.

Por : Pettersen Filho

Órgão de Inteligência Financeira, assentado no cerne das principais instituições públicas brasileiras, Receita Federal, Banco Central e Ministério da Economia, essencial as investigações da Operação Lava Jato, em busca da rota de fuga do dinheiro desviado, dentre outros, da Petrobras, Odebrecht e BNDES, por isso mesmo, verdadeiro pavor dos Políticos desonestos, justamente aqueles que montaram tal esquema de desvio de verbas públicas das Estatais e Empresas brasileiras, em troca do apoio político para governar, na era PT, não exclusivamente patrimônio do PT, mas fraude suprapartidária, alcançando DEM, PP, PSDB, e outros, o COAF - Conselho de Acompanhamento Financeiro, tocado por Técnicos e Auditores Fiscais, próprio a constatar transações financeiras atípicas, desde o começo do Governo Bolsonaro, e a nova composição política no Congresso, é objeto de interminável disputa, entre os que querem a livre, e correta atuação do Órgão, e os que, ao contrário, corruptos e manipuladores de esquemas de desvio, não querem nem saber da atuação desse.

 

Objeto de reforma, às primeiras horas do Governo Bolsonaro, quando da reestruturação dos ministérios, em meio a Reforma Administrativa, em que foi deslocado, por decisão do Congresso, do seio do Ministério da Justiça, para a Economia, a fim de afasta-lo do alcance do Juiz Moro, Ministro da Justiça, com o fito de enfraquece-lo, ao contrario do que queria Bolsonaro, ao baixar Decreto nesse sentido, vencido no Congresso, ao passo do imenso prejuízo que já causa a descontinuidade dos trabalhos do COAF, seja nesse ou naquele Ministério, em que se especula possível quebra de sigilo fiscal, próprio ao Cidadão brasileiro, segundo arrimo constitucional, sistematicamente praticado pelo Conselho, verdadeiro terror dos corruptos, doleiros, sonegadores e traficantes, recente decisão do Ministro Dias Toffoli jogou verdadeira pá de cal nos defensores da sua atuação, ao proibir que a Polícia Federal, enfim, que o próprio Ministério Público perfaçam investigações a partir dos dados do Conselho, a não ser que devidamente pré-autorizadas pela Justiça. ou seja, por ele, Toffoli.

Então nos resta a pergunta: “Que interesses defende o Ministro Toffoli ? Quais seus valores e ética ?

Seguramente, não em meu nome!”

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.