GOVERNO BOLSONARO : DO MINISTRO “TERRIVELMENTE” EVANGÉLICO AO EMBAIXADOR TERRIVELMENTE “SEU FILHO”...

Por : Pettersen Filho

Claramente possuidor de um estilo meio que bombástico de governar, quase insano, dialogando, ou não, diretamente com as massas, via Twiter ou Redes Sociais, o que causou uma certa ruptura no modo tupiniquim de antes, ao fazer política, varrendo para a lata do lixo da História o “Toma lá e me dá cá”, chegando mesmo a emparedar o Congresso, ante a Opinião Pública, impondo-lhe a votação da Reforma Previdenciária, em mais um dos seus polêmicos pronunciamentos, outro dia, visando exalar a sua Base eleitoral Evangélica, sentenciou: “Teremos no Supremo um Ministro “Terrivelmente” Evangélico!”, espelhando engajamento mais conservador na composição do Tribunal, distanciando-o de minorias gays e assemelhadas.

 

Prosseguindo em sua obstinação, rompendo com as praticas outrora democráticas, tipo Eleições Diretas para Reitores nas Universidades Federais e Institutos Técnicos, afastando da sua Gestão Ongs ou Entidades Classistas, à moda PT, o que pode ser também uma tendência nas tradicionais indicações ao Supremo e Procuradoria da República, dispensando as suas Listas Tríplices, de assimilar o Candidato mais votado nas respectivas instituições, tomando rédeas próprias de tudo, a nova, e sensacional, se não trágica, tacada de Bolsonaro, agora, foi indicar o seu próprio filho, Eduardo Bolsonaro, Deputado Federal, mesmo que Membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, a pouco menos de seis meses, embora se gabe de já ter fritado Hamburgueres no Maine, Estado Americano, talvez sua única experiência no setor, enfim, destacar Eduardo Bolsonaro como Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, atirando de morte em seu próprio discurso, de que “...acabou a Moleza”, referindo-se a apadrinhamento e aparelhamento do Estado, reservando ao seu Filho, Não-diplomata, o mais cobiçado dos cargos do Itamaraty, desde logo acusado de Nepotismo.

Aparentemente, concessão e Honraria ofertada a Donald Trump, como uma espécie de Profeta, que ofertou o seu próprio filho em Sacrifício de Morte a Deus, paisagem bíblica, nesse caso, nem tanto sacrifício assim, Bolsonaro parece querer entrar, nem que seja pelas portas dos fundos na Casa Branca, com acesso direto ao seu Mentor, Ídolo, e, quiça, Fuher Espiritual, Donald Trump, personagem tragicômico beligerante com quem aparentemente se espelha, dando causa a uma nova, e hibrida pratica, não a do Nepotismo, quando o próprio Trump já ameaça retribuir a gentileza, com mesmo intuito de adentrar no Planalto, talvez nomeando o seu próprio Filho para o Brasil, cuja fonética, e morfologia, bem que poderia formar uma outra palavra: “Neptrumpismo”, a qual significaria Empregar Parentes, ao mesmo tempo em que se cultua a Figura extravagante, e megalomaníaca, do próprio Donald Trump...

Pode ?

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito Cidadão”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.