O BRASIL, A INFRAESTRUTURA E A RECESSÃO.

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Por :  Profa. Guilhermina Coimbra*

Os brasileiros estão atentos à questão-chave e essencial para manter o Brasil flutuando nas recessões: a infraestrutura. Sem estradas, pontes, ferrovias e portos, não há como escoar a produção. No mínimo, com segurança e competitividade.

Em março de 2019, está prevista a concessão, de mais doze aeroportos, incluindo Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), e a licitação da concessão da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa é a conexão ferroviária de Mato Grosso à Norte-Sul, unindo os Portos de Itaqui, ao Norte, e de Santos, ao Sul.

 

Suas prioridades:

1) transferência de ativos à iniciativa privada (privatização, concessão...);

2) tirar os esqueletos do armário, como passivos de concessões que falharam, caso de Viracopos (SP);

3) decidir o que fazer com as obras públicas paradas (um problema brasileiro) e garantir eficácia nas futuras. Suas palavras de ordem: planejamento, racionalidade, previsibilidade e credibilidade, tudo o que os investidores internacionais exigem.

O momento é favorável ao Brasil, com México adernando à esquerda, Argentina em crise, ambiente político duvidoso em alguns e falta de escala nos demais.

Onde investir? No Brasil, com certeza.

O futuro governo do Brasil tem grandes nomes e expectativas, na economia, no combate à corrupção, na segurança, na agricultura e audácia na infraestrutura.

Inconcebível, é permitir que a política atrapalhe. Na reforma da Previdência, é aprovar ou aprovar, não há mais o que discutir, ou, analisar, etc..

Brasileiros atentos observam que, enquanto a população brasileira se distraía - com as repercussões da greve dos caminhoneiros, as turbulências pré-eleitorais e a Copa do Mundo – aqueles brasileiros de sempre - os corretores imobiliários dos bens públicos do Brasil miravam e atuavam na EMBRAER.

Segundo a Agência Bloomberg, o Palácio do Planalto já teria dado o aval para a compra da empresa de São José dos Campos pela Boeing Norte-Americana, sendo apenas questão de tempo o anúncio oficial da transação.

De acordo com a informação, o impasse envolvendo a área de defesa teria sido solucionado com a criação de uma unidade separada da empresa, enquanto a operação comercial ficará com a “joint-venture planejada com a Boeing, que terá o controle da nova empresa (Época Negócios, 13/06/2018).

Com a “fusão”, o controle acionário e estratégico da EMBRAER passará para a Boeing, que tende a converter a empresa brasileira em uma mera linha de montagem de produtos planejados de acordo com a sua própria estratégia de negócios.

Logicamente, haverá o sério risco de desmantelamento ou desnacionalização de toda a rede de pequenas e médias empresas brasileiras fornecedoras, que dificilmente subsistirão sem uma EMBRAER nacional.
Cabe a pergunta: por que a Força Aérea Brasileira (FAB) não fez valer a sua ação especial (golden share), que em tese confere o poder de veto sobre transações contrárias aos interesses nacionais? Ou acreditam mesmo que a área de segurança e defesa poderá manter-se desvinculada do restante da empresa?

Vale observar que até mesmo os EUA de Donald Trump têm vetado a venda de empresas de tecnologia de ponta a grupos estrangeiros, por razões de segurança nacional - como a Lattice Semiconductors e a Qualcomm, respectivamente, fabricantes de semicondutores e chips. Como já afirmado anteriormente.

A importância da EMBRAER vai muito além dos interesses comerciais dos seus controladores e acionistas. (In Solidariedade Ibero-americana, 2ª.quinzena de fevereiro de 2018).

Pelo exposto, permitir que ela seja controlada por uma empresa estrangeira, num momento em que a economia brasileira sofre um brutal processo de desindustrialização (diante da inércia generalizada das lideranças de todos os setores da sociedade) ainda mais cedendo a empresa nacional de tecnologia mais avançada em troca de exportações de aço, será mais do que um crime de lesa-pátria: será um erro de gravíssimas consequências para o futuro doBrasil.

Crimes de lesa-pátria não podem continuar sendo uma das marcas registradas do atual governo brasileiro.

Enquanto a população brasileira se distraía com as repercussões da greve dos caminhoneiros, as turbulências pré-eleitorais e a Copa do Mundo, o governo dos corretores imobiliários dos bens públicos do Brasil atuava na surdina para entregar mais uma das joias da coroa nacional brasileira, a EMBRAER.

Segundo a Agência Bloomberg, o Palácio do Planalto já teria dado o aval para a compra da empresa de São José dos Campos pela Boeing Norte-Americana, sendo apenas questão de tempo o anúncio oficial da transação.

De acordo com a informação, o impasse envolvendo a área de defesa da EMBRAER teria sido solucionado com a criação de uma unidade separada da empresa, enquanto a operação comercial ficará com a joint-venture planejada com a Boeing, que terá o controle da nova
empresa (Época Negócios, 13/06/2018).

Questão-chave para o agronegócio - um dos mais poderosos do mundo e essencial para manter o Brasil flutuando nas recessões - é a infraestrutura.

Sem estradas, pontes, ferrovias e portos, não tem como escoar a produção. No mínimo, com segurança e competitividade.

O próximo Governo fará a concessão, em março/2019, de mais doze aeroportos, inclusive Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) e - também, fará - a licitação da concessão da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa é a conexão ferroviária de Mato Grosso à Norte-Sul, unindo os Portos de Itaqui, ao Norte, e de Santos, ao Sul.

As prioridades são:

 1) transferência de ativos à iniciativa privada (privatização, concessão, ...);

2) tirar os esqueletos do armário, como passivos de concessões que falharam, caso de Viracopos (SP);

3) decidir o que fazer com as obras públicas paradas e garantir eficácia nas futuras.

E as palavras de ordem são: planejamento, racionalidade, previsibilidade e credibilidade, enfim, tudo o que os investidores internacionais exigem.

O momento é favorável ao Brasil, pois, o México está adernando à esquerda, a Argentina está em crise, o ambiente político é duvidoso em alguns outros Estados - e há falta de escala nos demais.

Onde investir? No Brasil.

O futuro governo brasileiro entra com grandes expectativas na economia, no combate à corrupção, mais segurança na agricultura e audácia na infraestrutura.

Agora, é cuidar para que a política daqueles que se acham proprietários do Brasil não atrapalhe.

Questão-chave para o agronegócio - um dos mais poderosos do mundo e essencial para manter o Brasil flutuando nas recessões - é a infraestrutura.

Sem estradas, pontes, ferrovias e portos, não tem como escoar a produção. No mínimo, com segurança e competitividade.

Em março, a concessão de mais doze aeroportos, inclusive Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), e a licitação da concessão da Ferrovia Norte-Sul.

A expectativa é a conexão ferroviária de Mato Grosso à Norte-Sul, unindo os portos de Itaqui, ao Norte, e de Santos, ao Sul. “Sem um real do orçamento”, diz ele, um privatista convicto. Suas prioridades:

1) transferência de ativos à iniciativa privada (privatização, concessão...);

2) tirar do armário, passivos de concessões que falharam, caso de Viracopos (SP);

3) decidir o que fazer com as obras públicas paradas - tragédia brasileira - e garantir eficácia nas futuras.

Palavras de ordem: planejamento, racionalidade, previsibilidade e credibilidade, tudo o que os investidores internacionais exigem.

O momento é favorável ao Brasil: México está adernando à esquerda, a Argentina em crise, ambiente político duvidoso, em alguns e falta de escala nos demais.

De novo: onde investir? No Brasil, claro.

O futuro governo tem grandes nomes e expectativas na economia, no combate à corrupção, na segurança, na agricultura e audácia na infraestrutura.

Agora, é cuidar para que a política não atrapalhe, nem muito menos, se permite que cotroles acionários estratégicos deixem de ser nacionais brasileiros e passem a ser nacionais estrangeiros.

A “fusão” do controle acionário e estratégico da EMBRAER, por exemplo, passará para a Boeing, que tende a converter a empresa brasileira em uma mera linha de montagem de produtos planejados de acordo com a sua própria estratégia de negócios.

Ademais, haverá o sério risco de desmantelamento ou desnacionalização de toda a rede de pequenas e médias empresas fornecedoras, quedificilmente subsistirão sem uma EMBRAER nacional.
Cabe a pergunta:

Por que a Força Aérea Brasileira (FAB) não fez valer a sua ação especial (golden share) que em tese confere o poder de veto, sobre transações contrárias aos interesses nacionais?

Estranho, não?

Ou aqueles que estão tratando dos interesses públicos do Brasil estão comprometidos, vendidos, etc., aos fortes interesses de fora do Brasil; ou será que ignorantemente acreditam mesmo que a área de segurança e defesa poderá manter-se desvinculada do restante da empresa?

Vale observar que até mesmo os EUA, de Donald Trump, têm vetado a venda de empresas de tecnologia de ponta, como a Lattice Semiconductors e a Qualcomm, respectivamente, fabricantes de semicondutores e chips, a grupos estrangeiros, por razões de segurança nacional.

Como já afirmado (In SOLIDARIEDADE IBERO-AMERICANA, 2ª. quinzena de fevereiro de 2018) a importância da EMBRAER vai muito além dos interesses comerciais dos seus controladores e acionistas.

Pelo exposto, permitir que a EMBRAER seja controlada por uma empresa estrangeira, em um momento em que a economia brasileira sofre um brutal processo de desindustrialização (diante da inércia generalizada das lideranças de todos os setores da sociedade) ainda mais cedendo a empresa nacional de tecnologia mais avançada em troca de exportações de aço, será mais que um crime de lesa-pátria: será um erro de gravíssimas consequências para o futuro do Brasil.

Crimes de lesa-pátria não podem continuar sendo uma das marcas registradas do atual governo brasileiro. É de se esperar que, em futuro próximo não ocorrerá mais este tipo de crime o qual deverá ser punido exemplarmente: os contribuintes brasileiros estão pagando muito e bem a cada um de seus representantes para que se omitam e deixem de atentar para os interesses dos residentes no Brasil.

O Brasil merece respeito.

*Curriculo Lattes.