BOLSONARO PRESIDENTE : “MOTIM NAS FORÇAS ARMADAS ?”

Por : Pettersen Filho

Desde que criado, no Brasil, o Ministério da Defesa, tendo incumbência sobre o Estado Maior das Forças Armadas, onde antes se alternavam à frente das Forças Militares, um representante, ora da Marinha, ora do Exército ou Aeronáutica, em rodizio, na tarefa de comandar as Forças Armadas brasileiras, o Órgão, geralmente, vem sendo presidido por um Civil, colocando os Militares em severo regime de subserviência ao Poder Político, emanado do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, aliás como o prevê a Constituição da República, desde o fim do Militarismo, nos meados dos anos oitenta, com a redemocratização do Brasil.

 

Causa precursora do Golpe de 64, que levou os Militares ao Poder por mais de vinte anos, foi justamente a perigosa “Quebra” de hierarquia, regime disciplinar rígido a que estão submetidos os militares, na cadeia de comando, em que o Cabo manda no Soldado, e o Sargento no Cabo, até os mais altos postos do Generalato, fato marcado pela Revolta dos Marinheiros e Cerco do s Sargentos em Brasília, é tal verdade algo inalienável para o Exercito, e demais armas, ultimamente, durante os Governos Civis Pós-64, esvaziadas em seu Poderio Bélico e Expressão de Poder, totalmente sucateadas, desmontado o Parque fabril brasileiro, ora um dos mais defasados  da América Latina, posto para correr, mesmo, pela enfraquecida Venezuela, e seu moderno armamento Russo, perspectiva que pode mudar com a Eleição de Jair Bolsonaro, oriundo das Forças Armadas, cujo posto Capitão da Reserva, tendo por Vice-presidente um General, teoricamente, posto superior ao seu, mas quem, ainda na Campanha, mandou calar, desautorizando-o em algumas falas.

Problema que seria, normalmente, “Crise” instalada, no caso, de suposta inversão de hierarquia, no entanto, não é, posto que Eleito, e na condição de Presidente da República, é Bolsonaro o Comandante em Chefe das Forças Armadas brasileiras, bem como exprime seu lema de Campanha: “A Pátria em primeiro lugar e Deus acima de tudo “

Aquieta-se a Caserna, na certeza de que bons tempos virão, afinal, é possibilidade que floresça a Indústria Bélica nacional, com soberania, tecnologia, empregos e exportação !

 

Antuérpio Pettersen Filho, membro da IWA – International Writers and Artists Association, é advogado militante e assessor jurídico da ABDIC – Associação Brasileira de Defesa do Individuo e da Cidadania, que ora escreve na qualidade de editor do periódico eletrônico “Jornal Grito do Cidadã”, sendo a atual crônica sua mera opinião pessoal, não significando necessariamente a posição da Associação, nem do assessor jurídico da ABDIC.