CHEIRO DE NOVO

Por : Salvatore D”Onofrio

            A recente eleição de Janaina Paschoal (autora do pedido de impeachment da Dilma) para a Assembleia de São Paulo, com mais de dois milhões de votos, recorde histórico nas disputas para deputado estadual ou federal, evidencia o início de uma nova era no campo da política. Ela é filiada ao PSL, o mesmo partido do presidenciável Jair Bolsonaro, que teve inacreditável sucesso nas últimas eleições para cargos eletivos e executivos no país todo, reduzindo o poder de partidos tradicionais, especialmente PT, MDB e PSDB.  Será que nosso povo está aprendendo a votar, rejeitando os chefões da velha política, preocupados mais em se enriquecerem do que em pensar num projeto de Nação?

 

 

            Fernando Haddad, candidato do PT, representando a extrema esquerda, e Jair Bolsonaro, da direita conservadora, irão disputar o segundo turno contestando programas e prometendo soluções. Em qual dos dois acreditar? O lulapetismo esteve no poder por mais de uma década e surfou nas ondas sórdidas da corrupção, a causa primordial da morte de qualquer democracia por provocar injustiças e revoltas sociais. O pior é que o PT não admite culpas, pois o fanatismo recusa autocrítica. Como acreditar agora  numa mudança de rumo, se Haddad continua consultando regularmente seu guru Lula na prisão de Curitiba, onde está seu Posto Ipiranga?

 

            De outro lado, Jair Bolsonaro é visto como pessoa autoritária, que promete resolver nossos problemas, especialmente o da segurança pública, com muito rigor, não excluindo, se necessário, até a intervenção militar. Não sei se este temor tenha procedência, pois em tempo eleitoral notícias falsas infestam nossos meios de comunicação. Meu desejo é o progresso dentro da normalidade democrática, sem volta para um passado manchado por ditadura ou corrupção. A liberdade individual de pensar e agir é algo sagrado e intocável, desde que não prejudique outras pessoas. O problema é que muitas leis são feitas para proteger interesses de grupos, prejudicando a coletividade. A Constituição vigente foi encharcada de "privilégios" (leis privadas, etimologicamente) editados por parlamentares e aprovados pelo poder judiciário, que favorecem categorias dos altos escalões da República. Por isso, nossa Carta Magna deveria ser reformulada atendendo às necessidades de quem realmente trabalha e não à ganância dos parasitas do Estado. O princípio fundamental deveria ser a proibição de legislar em causa própria, direta ou indiretamente. Para isso, talvez, a energia renovadora de Bolsonaro seja preferível à inércia demagógica do petista Haddad.

 

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