O ESTADO BRASILEIRO

                                                                       

 Por :    Prof. Guilhermina Coimbra

O Estado somos nós a população do Estado.

O Estado somos nós - os residentes no território do Estado (composto de solo, subsolo, mar territorial, plataformas continentais, etc.etc., ricos de minérios geradores de energia – a mola impulsionadora do mundo).

O Estado somos nós, os contribuintes de direito – aqueles a quem a lei obriga pagar tributos: imposto de renda, imposto sobre serviços, imposto de importação, impostos de exportação e outros.

 

 

O Estado somos nós, os contribuintes de fato - aqueles que efetivamente pagam os tributos embutidos nas mercadorias, serviços etc..

 

Viva o Estado forte – cada vez mais forte!

 

Querer o Estado forte cada vez mais forte significa querer – inteligentemente – uma população cada vez mais conscientemente esclarecida a respeito dos bens do Estado, os bens públicos.

 

Significa querer os bens públicos melhor  administrados em benefício de seus proprietários. Isto é, querer os bens públicos administrados em benefício da população do Estado.

 

As receitas públicas ou são originárias – receitas advindas das atividades do Estado, exercendo funções empresariais – ou, são receitas derivadas - aquelas que provêm de tributos: impostos, taxas e contribuições.

 

A população do Estado é a contribuinte de fato e de direito de toda a receita derivada do Estado.

 

Fora governantes de Estado que tentem enfraquecer o Estado – a população do Estado-  em benefício próprio e de grupos, dentro ou fora do Estado.

Fora governantes de Estado que tentem enfraquecer o Estado, fortalecendo grupos - em detrimento dos interesses dos contribuintes de fato e de direito do Estado.

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado, objetivando exercer o ofício de corretores imobiliários das empresas e bens do Estado - os bens construídos e mantidos pelos contribuintes de fato e de direito do Estado, ou seja,  pela população do Estado.

 

Fora governantes de Estado que pensam que a população do Estado lhes delegou o poder de vender os bens públicos do Estado.

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado – com o objetivo de negociar, vender  os bens públicos do Estado, como se fossem bens privados dos referidos governantes!

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado para acabar, liquidar os bens públicos – empresas e outros bens!

 

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado para privatizar os lucrativos bens públicos do Estado!

Fora governantes de Estado que objetivam tirar receitas da Caixa do Tesouro Nacional para repassá-las às caixas dos grupos, grupinhos e grupelhos, estabelecidos dentro e fora do Brasil.

 

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado para acabar com as empresas públicas lucrativas do Estado, subestimando a inteligência da populaçãobrasileira!

Fora governantes de Estado que utilizam sofismas - vergonhosamente ridículos - segundo os quais, a condição sine-qua non para privatizar tais empresas é a de que estejam dando lucro, que sejam lucrativas!

 

Fora governantes de Estado que intentam não perceber o que a inteligência média da população brasileira desde sempre percebe: se as empresas públicas estão dando lucro elas têm que ser preservadas como empresas públicas e o lucro de cada uma delas  tem que ir diretamente para a Caixa do Tesouro Nacional – de modo que seja feita a distribuição de rendas entre os diversos setores carentes do Estado brasileiro!

 

Fora governantes de Estado ignorantes sobre o fato de que as empresas públicas brasileiras foram criadas com dinheiro público, objetivando fornecer receita originária  - não oriunda de tributos – para a Caixa do Tesouro Nacional do Brasil.

 

Fora governantes de Estado que se apossam do governo do Estado – com o objetivo de se  locupletarem das comissões de corretagem, pela venda dos referidos bens públicos!

O Brasil merece respeito!

*Currículo Lattes, Pessquisadora CNPq/CAPES, FGV e outros.