AS TENTATIVAS DE DIVIDIR O BRASIL EM QUADRILHAS

Por :     *Profa. Guilhermina Coimbra

Brasileiros atentos observam as tentativas, nos últimos anos, de dividir o Brasil entre cinco grandes quadrilhas.

Percebem que a quadrilha mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com os planos mais sólidos de perpetuação no poder comandava a PETROBRAS, os maiores Fundos de Pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos Bancos estatais.

Sua maior aliada econômica (mas não a única) era uma construtora brasileira. E o chefão supremo, o “cappo” “di tutti i cappi” era – segundo o que se afirma nas investigações – o ex-último Presidente do país, junto com os ex-ministros da Fazenda e os operadores econômicos.

 

A segunda maior aliada era a do PMDB da Câmara. Tinha operador financeiro, os seus principais chefões já estão presos e os subchefes a espera das ordens de prisão. Mandava no FI-FGTS, em Diretorias da Caixa Econômica, em Fundos de Pensão e no Ministério da Agricultura.

Os brasileiros pesquisadores a entendem, politicamente, como equivalente a um comando criminoso que, para se manter na Presidência do Brasil, era capaz de fazer o inimaginável.

A maior e mais perigosa quadrilha, diferente das demais, era a do Partido dos Trabalhadores: mais bem estruturada, mais eficiente e com os planos mais sólidos de perpetuação no poder.

Sua maior aliada econômica (mas não a única) era uma das construtoras brasileira. Seu guru era o presidente honorário, junto com outras  figuras de proa mandava nas empresas  de energia, fundos de   pensão - e empreiteiras    que atuavam  no  setor sobre o rateio da propina, vivendo às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada.

Comandava a PETROBRAS, os maiores Fundos de Pensão e dividia o poder com as quadrilhas do Partidão nos Bancos públicos.

Por causa do controle do Ministério da Agricultura, a quadrilha detinha enorme influência na empresa brasileira de carnes. Era a mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.

A terceira era o PMDB do Senado, com seu chefão, guru e presidente honorário com mais algumas figuras de proa.

Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos Fundos de Pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Por divergências sobre o rateio da propina, vivia às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada.

Esta facção tem ainda a simbólica figura de um Senador que circula entre todos os grupos listados, como uma espécie de cimento que os une e protege ("delimita tudo como está, estancando a sangria.").

A quarta era o PSDB paulista. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era outra construtora brasileira, mas também foi financiada por esquemas com a empresa Norte-Americana e a brasileira.

A quinta e última era o PSDB de Minas – ou melhor, o PSDB de um ex-governador de Minas Gerais. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a CEMIG como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.

Em torno dessas "big Five" flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem -- como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes, o PSD, que controlou o Ministério das Cidades no governo da ex-presidente, o PP, que compartilhava a PETROBRAS com o PT, e o consórcio PRB-Igreja, que tinha interesses na área de Esportes.

Havia também os bandos regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência. O PMDB do Rio, por exemplo, chegou a ser mais poderoso que os grupos nacionais.  

O ex-governador de Minas liderava uma sub quadrilha. O PT da Bahia também tinha vôo próprio, mas, conectado ao esquema nacional.

Os grupos locais se diferenciavam das quadrilhas do PSDB pelas aspirações e influências mais restritas aos territórios que governavam.

Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um “caixa 2” ali, uma Secretaria, acolá. Esses grupos se acoplavam ao poderoso da vez e às suas ideologias: dos três ex- Presidentes ao atual.

E o interesse público brasileiro era e continua sendo jogado para escanteio, porque importante mesmo era e continua sendo o de não contrariar as "big Five", os bandos menores, o Partidão e o PT.

O neoliberal de anteontem era o nacionalista de ontem, o reformista de hoje e o que estiver na moda será o nacionalista de amanhã.

Assim, toda a atenção é preciso. E no que concerne aos nacionalistas – separar o joio do trigo é mais do que necessário.

Nacionalismo não é xenofobia. O Brasil é um país de população hospitaleira, sempre esteve aberto a diversificadas nacionalidades.

Nacionalismo é saber, não esquecer - e nem deixar que tergiversem - com os interesses dos residentes no Brasil. Por questão de lógica e de bom senso – primeiro tem que ser atendido o interesse da população brasileira, porque, a população brasileira é a contribuinte de direito e de fato de todos os investimentos públicos efetuados no Brasil.

Há bastante tempo, os brasileiros observam como vem se processando um descalabro de desgoverno dentro do Brasil. Tem brasileiros até se perguntando: ...”Mas, afinal, para os interesses de que população o governo brasileiro trabalha, vez que sempre está fofocando, confabulando e “politicando”, sem qualquer tipo de eficácia o atendimento das necessidades da população do Brasil zão?”

Não há como superestimar as rivalidades existentes entre esses cinco grupos, verdadeiras quadrilhas, como preferem brasileiros esclarecidos. Isto porque, na realidade inexistem rivalidades, os grupos dos quais se trata estão todos coesos - em nome da própria sobrevivência e das benesses que recebem. São capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão tudo, para obstruir qualquer que seja a investigação que puder levá-los a Juízo.

Os brasileiros são perceptivos. Não aceitam justificativas que justifiquem dizer que é contra a corrupção - se tolerar as quadrilhas do PMDB ou do PSDB ou do PT em nome da "estabilidade", "das reformas" ou de qualquer outra tábua de salvação que esses espertalhões usam para ludibriar a opinião pública brasileira.

É o que brasileiros esclarecidos percebem e divulgam, decodificando as referidas quadrilhas de modo a que possam ser abortadas da política nacional brasileira.

Os residentes no Brasil - de mais de 200 milhões de habitantes – independentemente de uma minoria de desonestos que se entende poderosa – pensam o melhor, no Brasil e não se deixa dividir em feudos, quadrilhas; fora todas elas!.

O Brasil merece respeito.

Currículo Lattes; Pesquisadora CNPq, CAPES, FGV-RJ, FAPERJ.