A VENEZUELA E O BRASIL

Por : Profa. Guilhermina Coimbra.

Os ausentes de saber por falta de informação – na melhor das hipóteses –  e os interesses contrariados costumam fazer campanha depreciativa contra Estados amigos do Brasil que tentam exercer o direito de autonomia, assegurado pela Carta da Organização das Nações Unidas/ONU.

No momento, o alvo das críticas veladas, relatos das agruras e dificuldades – por aquela notória parte da mídia parcial brasileira - é a Venezuela.

Tanto os desinformados quanto os interesse contrariados precisam se informar melhor a respeito da memória nacional brasileira.

Precisam ter determinado tipo de conhecimento dos quais demonstram estar carentes e respeitar a inteligência da população brasil

eira.  

 

A Venezuela sempre foi país amigo, respeitador do Estado de Direito. A Venezuela foi o primeiro país a chamar de volta o embaixador venezuelano, rompendo com o estado de exceção do Brasil, imposto pela Revolução de 1964.

 

Um dos motivos pelo qual o Brasil trata com tanta deferência a Venezuela é o de que a Venezuela tem sido a responsável por mais de 30% do superávit brasileiro respondendo por mais de 30% do saldo Comercial do Brasil, e é o terceiro superávit da balança comercial brasileira.

 

O Brasil tem na Venezuela - se não um aliado - sua primeira linha de defesa na Amazônia. A área Ianomâmi é considerada um verdadeiro "Curdistão" entre o Brasil e a Venezuela.

A área concedida aleatoriamente aos Ianomâmis, somente ainda não se uniu em uma só região autônoma, pela firme recusa do Governo da Venezuela.

 

A Venezuela se transformou no país que mais vem contribuindo para o resultado positivo da balança comercial do Brasil, com exceção da Holanda (porta de entrada da Europa) e a China.

 

O Brasil vende para a Venezuela carne, aviões - e compra da Venezuela, petróleo e derivados. Pesquisar é preciso.

 

Na tentativa sistemática de perpetuar no Brasil uma dependência crônica do Brasil  a Estados cujos prioritários e verdadeiramente únicos interesses são o de  explorar, até o esgotamento, as fontes geradoras de energia que no Brasil se encontram, determinada mídia brasileira tenta desesperadamente depreciar a situação pela qual está passando aquele país amigo.

 

O Brasil  sempre foi pragmático. Por mais que interesses contrariados tentem mostrar o contrário, a verdade é que - sem ideologias – o Brasil sempre demonstrou e continua demonstrando um pragmatismo admirável.

 

Vai daí que a população inteligente e perceptiva do Brasil entende, tanto a situação da Venezuela, como uma vontade ferrenha em querer se libertar da situação crônica de dependência que a dominou durante anos, quanto a manifestação de vontade soberana do referido país - em querer sair da organização dos Estados Americanos/OEA.

 

A OEA para ser eficiente e eficaz tem que começar por mudar a sua nomenclatura. A OEA tem que deixar de ser – pretensiosamente –  uma "Organização de Estados Americanos", para ser, eficiente e eficazmente, uma Organização de Nações Unidas Americanas/ONUA.

 

Os Estados Americanos já estão mais do que organizados: não precisam ter representantes em Washington, D.C. para "organizá-los".

 

As Nações Americanas sim, é que precisam cada vez mais se unirem, porque a união de muitas Nações Americanas – por menores que sejam - é que faz a força e para terem força é necessário que estejam bem representadas.

 

Do contrário, vai continuar sem poder político ad infinito, mero recreio para os representantes dos sofridos países que com muito sacrifício os mantém em Washington, D. C..

 

O Brasil sempre foi e vai continuar sendo amigo da Venezuela.

O Brasil é amigo de todos os seus vizinhos Sul Americanos.

 

O Brasil merece respeito.

  • Curriculo Lattes.