“ GOL CONTRA “ : STF MANDA SOLTAR GOLEIRO BRUNO...

Por : Pettersen Filho

Tribunal, na verdade, Suprema Corte, ultimíssima instância da Justiça Brasileira, antes que se recorra a ONU ou a Corte de Haia, o Supremo Tribunal Federal, profundamente envolto em questões políticas, desde que se viu obrigado, como Guardião da Constituição brasileira, interpretador ultimo do Ordenamento Jurídico Pátrio, a medir forças com o Poder Legislativo, leia-se Câmara dos Deputados e Senado da República, diante dos desatinos da Lava Jato, a deturpação pelos Políticos das Dez Medidas contra a Corrupção, estacionada na Câmara, e em especial, diante do Desacato à Autoridade praticado pelo Senado, em não remover Calheiros da Presidência, quando instado, o STF acaba de adotar outra medida polêmica, ao mandar soltar o Goleiro Bruno, assassino inconfesso de Eliza Samudio, menos de seis anos depois da sua prisão.

 

 

Tribunal que deveria ser mais técnico, do que político, como o é, a soltura do Goleiro Bruno, há anos na marca do Pênalti, tendente a cumprir pelo menos umas duas dezenas de anos pelo suposto assassinado da Modelo, e sua ex-amante, Eliza Samudio, que vinha legalmente lhe extorquindo, mediante exacerbada pensão alimentícia de filho contraído com o Goleiro, fato que levou também à cadeia, como Coautores, Macarrão e Bola, fato que ganhou tremenda publicidade, já que o corpo da Modelo jamais apareceu, dizia-se a época, foi dado de comer aos cachorros, a soltura de Bruno soa como acinte, ou pelo menos, deboche, perante a Sociedade, que, devido ao massacre da Mídia, pode jurar, sem qualquer grau de duvida que, sim, foi ele, Bruno, o Assassino.

 

Sem que se conheça muito do processo, é no entanto, verdade jurídica inconteste, que não pode haver crime sem provas, cujo elemento essencial à perícia é exatamente o Corpo, elemento essencial, que não pode ser suprimido, como prova, nem por Declaração de Desaparecimento, ou Certidão de Óbito, talvez, dai, a Soltura.

 

Se medida de bom senso, ou de Justiça, que deve também, por analogia e equidade, alcançar Bola e Macarrão, se por outro crime não estiverem presos, certo é que Bruno, para todo o sempre levará consigo essa culpa, ou esse adjetivo: Assassino !

 

Quanto ao Tribunal, penso, apenas aplicou a Lei !?

 

ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.