OS DISCURSOS INEFICAZES DOS PARLAMENTARES DO BRASIL

  Por :   Profa. Guilhermina Coimbra

Os Parlamentares do Brasil continuam discursando, discursando e discursando.

Os Parlamentares – nas duas Casas do Congresso Nacional – esforçam-se para demonstrar erudição, esquecidos de que a população que os remunera, não quer ouvir discursos, chamados pela população de “blás, blás, blás,”sem contéudo.

 “Paroles, paroles, rien de mots”, palavras, palavras, nada mais do que palavras – não geram nenhuma eficiência e não geram qualquer tipo de eficácia, na solução dos problemas prioritários do país.

 

A população brasileira não se conforma em carregar nas costas o peso de manter a inépcia desses 511 Parlamentares os quais absolutamente não a representam eficazmente - no Congresso Nacional.

Quando discursam sobre formas de economizar dinheiro publico, a população aguarda que algumas propostas sejam adotadas e alcancem os mesmos objetivos de economia previstos na PEC DOS GASTOS/PEC Nº 55/2016.

Exemplos:

- diminuir o número exorbitante de Membros do Poder Legislativo brasileiro – quinhentos e onze/511 Parlamentares. Verdadeira derrama de dinheiro público – não encontrada ao redor do mundo.

Os EUA - Estado Federal, assim como o Brasil - têm território continental, têm 300 milhões de habitantes, população maior que a do Brasil e funciona muito bem com apenas 242 Deputados.

 

- diminuir o número de Senadores por Estado.

 

A população brasileira considera verdadeira derrama de dinheiro público o fato do Brasil - uma Federação com apenas 27 Estados-membros manterem oitenta e um/81 Senadores, isto é, 3 /três Senadores por Estado-membro.

 

A população brasileira não quer que grande parte dos tributos – impostos, taxas e contribuições, pagas pela população, os contribuintes de direito e de fato - sejam direcionados para manter essa quantidade exorbitante de Parlamentares brasileiros.

A Federação Norte Americana com 50 Estados-membros também funciona muito bem com apenas 2/dois Senadores por Estado, em um total de apenas 100 Senadores;

Copiar o que sempre deu certo, não é desdouro. É sinal de inteligência. 

 

Ausência de inteligência – na melhor das hipóteses - é ficar fazendo experiências, com dinheiro público, prejudicando a população que está pagando caro para ser bem governada.

Trabalhando-se mais, há que se ganhar mais e isto é que significa a verdadeiramente correta distribuição de rendas.

A atenta população brasileira lembra que, desde o dia 13 de novembro de 2016, o Senado aprovou três projetos da Comissão Especial para derrubar os super salários (TETO SALARIAL, REGULAMENTAÇÃO DO EXTRA-TETO).

Os Projetos seguiram para análise na Câmara dos Deputados e lá estão ad eterno, engavetados, enquanto milhares de servidores públicos dos Poderes  continuam - por falta da Regulamentação do Teto - recebendo salários variando entre R$ 40.000,00/quarenta mil reais e R$ 50.000,00/cinqüenta mil reais.

Pode-se afirmar, que esta é que é a verdadeiramente má distribuição de rendas no Brasil;

 

- e, acabar com o foro privilegiado. A população brasileira se pergunta: “foro privilegiado”, por quê?

E observa, com humor: deve ser porque, somente os membros do foro têm o privilégio de entender bem as brechas das leis que poderão vir a ser aplicadas para justificar a concessão de privilégios e facilidades aos corruptos e corruptores.

 

O consenso é o de que o foro tem que ser o comum porque são indivíduos comuns, que se provaram não aptos para ocuparem os cargos públicos dos quais foram investidos.

O cargo é que é um privilégio, porque, implica em confiança. Desmerecida a confiança, o foro deve ser o comum, sem qualquer tipo de privilégio.

 

Não é inteligente ficar fazendo experiências, com dinheiro público, prejudicando os contribuintes brasileiros, aqueles que pagam para verem o Brasil bem governado.

 

A população brasileira é atenta e perceptiva.

 

O Brasil merece respeito.

 

 

* Curriculo Lattes; Pesquisadora CNPq/CAPES; FAPERJ; FGV-RJ.