CONSTRUÇÃO CIVIL, A MAIOR EMPREGADORA DO BRASIL: OBRAS, JÁ!

   

Por : Profa. Guilhermina Coimbra 

 O Brasil não pode parar. O Brasil não pode se arriscar. O Brasil tem que se assegurar. O Brasil tem que empregar.

O Brasil tem que empregar urgentemente a multidão de trabalhadores brasileiros sem qualificação de mão-de-obra.

A construção civil é a maior empregadora  de mão-de-obra desqualificada.

É através da construção civil que as economias dos países se movimentam e se asseguram, no mundo inteiro.  O Brasil não é a exceção. Precisa empregar e ver os seus residentes, sem mão de obra qualificada, empregados.

 

No mundo desenvolvido é tão importante empregar e estar empregado que engenheiros formados em Universidades ao redor do mundo, aceitam se empregar como operários da construção civil.

 

Os administradores públicos do Brasil – todos assegurados pelos respectivos e garantidos estipêndios, proventos, altos salários, etc. - têm demonstrado, no mínimo, ignorar e minimizar a importância de não permitir que se paralise a construção civil.

A construção civil sempre foi forma de não aumentar a violência, em todos os países do mundo. É inerente aos países desenvolvidos o conhecimento de que a mão-de-obra desqualificada precisa ser alimentada, transportada, vestida, enfim, a mão-de-obra desqualificada precisa  viver confortavelmente para produzir o que dela se espera. O Brasil precisa empregar a mão-de-obra desqualificada urgentemente.

Conhecida e lembrada como exemplo de criatividade, a iniciativa de famoso prefeito de Nova York - em terrível época de desemprego pela qual passava a cidade - mandando abrir e depois fechar enorme buraco na cidade, empregando, desse modo, milhares de trabalhadores sem qualificação.

 

Os brasileiros atentos e como sempre bem humorados lembram que no Brasil não haverá necessidade de se abrir e sim somente fechar as crateras existentes nas ruas, avenidas das cidades e nas estradas de rodagem.

 

A mão-de-obra desqualificada brasileira precisa viver com um mínimo de dignidade.

A mão-de-obra desqualificada do Brasil precisa ser urgentemente empregada. É a construção civil a empregadora da mão de obra desqualificada.

 

Faz parte das táticas e estratégias de dominação – implementadas sutilmente no Brasil – a tentativa de paralisar obras civis, acabando com as condições de emprego da mão-de-obra desqualificada. Tumultuar e revoltar são os objetivos óbvios.

A construção civil está parada. As obras públicas brasileiras estão paralisadas. Afrontosamente.

Um verdadeiro conluio do silêncio ignora que milhares de brasileiros - sem mão de obra qualificada - estão vivendo em condições vexatórias.

A construção civil brasileira está inerte desempregando milhares de cidadão brasileiros. A inércia da construção civil brasileira está estimulando a violência. Empregar a mão-de-obra desqualificada no Brasil é mais do que urgente e premente.

Sabido é que, o estímulo à atividades desonestas - por carência de trabalho -  começam com a paralisação das obras públicas.

 

Nada justifica a violência. Entretanto, grande parte da violência no Brasil é justificada como forma de sobrevivência. Estimular a violência no país alvo - através do desemprego da mão-de-obra desqualificada faz - parte das táticas e estratégias de dominação.

 

Estimular a construção civil e ocupar mão de obra desqualificada ociosa é obrigação de todos os governantes bem intencionados do Brasil.

Atentamente, a população brasileira aguarda - daqueles que se propuseram a administrar o Brasil - as necessárias e não postergáveis providências, objetivando estimular a construção civil, desestimulando o aumento da violência.

 

Empregar a mão-de-obra desqualificada significa dar um mínimo de condições de vida digna a uma imensidão de cidadãos brasileiros.

O conluio do silêncio e as manchetes escandalosas da mídia em geral, somente se preocupam vergonhosamente em “fofocar”, como se a população brasileira – perspicaz, perceptiva e inteligente - pudesse se conformar com as “informaçõeszinhas” de araque  fornecidas, verdadeiras  “conversinhas de comadres desocupadas”, sobre prisões, raspagem de cabelos de uns e outros, forma obsoleta – transpirando inveja e despeito - que ainda pensam ser eficaz, para desviar a atenção da população brasileira.

A população brasileira está atenta.

 

O Brasil merece respeito.

 

*Curriculo Lattes; Pesquisadora CNPq/CAPES, FAPERJ, FGV-Rio.