“...ENQUANTO A CIDADE DORME ” : OS GREGOS INVADEM !

Por : Pettersen Filho

Conforme pôde ser observado por todos os Moradores do entorno do Barro Vermelho , próximo à Rua da Grécia, bem ao lado do Canal de Camburí , esse Fim-de-semana, entre os dias 25/29 de Junho do ano de 2009, os ditos ” Gregos ”, na verdade, alguns Membros da Família do Sr. Constantino , detentores de um “ Clube Cativo ”, quem, afirmam ser da sua propriedade, a chamada: “Comunidade Helênica do Espírito Santo” , andaram bastante ocupados...

É que, enquanto a Cidade de Vitória dormia , num sábado friorento de Inverno, eles, relembrando a Manobra Traiçoeira que Imortalizou o Cavalo de Tróia , na Mitologia , aproveitando, também, a histórica sonolência das Autoridades da Ilha de Vitória , e a mais completa falta de Fiscalização , diante dos olhos atônitos de alguns desinteressados moradores, que, a tudo assistiam, bem do alto das suas robustas coberturas de luxo, dos Prédios do entorno, tratavam de “ agregar , invadindo, mais alguns metros do Canal de Camburí , ao demolirem o Muro da Margem , e baterem mais uma pequena laje, Canal a dentro ...

Contudo, nem sempre foi assim:

Não mais do que, antigamente, Meros Arrendatários de uma pequena Loja de Tecidos , no Centro de Vitória , nos anos Setenta, nas proximidades do, hoje decadente, Parque Moscoso , o Senhor Constantino , “Costa”, para os mais íntimos, sempre soube Pinçar , entre os Procuradores da República e Promotores de Justiça Estadual, uma “ Boa Companhia ”, quem, no entanto, deveriam se ocupar em zelar pela “ Coisa Pública ”, mas, que, no caso do “ Senhor Costa ”, ademais, fazem vista grossa .

Na verdade, o Senhor Costa , ainda nos anos Setenta, viu a sua “ Sorte ” de Modesto Comerciante Grego de tecidos, mudar drasticamente, ao unir-se em Matrimônio com a sua Esposa , na verdade, Parente de Primeiro Grau do então Prefeito de Vitória, o Senhor Hermes “Laranja” , quem, se quer, completou seu Mandato à frente da Prefeitura Municipal de Vitória , naqueles tempestuosos anos, Figurinha Menor , então, envolto em fortíssimas acusações de Corrupção e Desvios , na Administração Municipal, de quem, inclusive, em passado recente, jamais se ouvir, mais, politicamente, falar asobre, o que, contudo, não impediu que o Senhor Costa , por oportunismo , ou, improvável coincidência , se assenhorasse de vasta área, às Margens do Canal de Camburi , algumas adquiridas de posseiros, naqueles anos, outras, como a área em que está erguida a Comunidade Helênica do Espírito Santo , agora rebatizada, diante das nossas Denúncias , com o pseudônimo, onde se lê “ Centro de Cultura Grega ”, simplesmente invadidas e cercadas, como o fez esse Fim-de-semana , ultimo, a despeito de Ação Popular que flui contra o ato, em razão da Prefeitura Municipal de Vitória , com notificação ao Ministério Público Federal , por se tratar também de Área de Marinha , desde 2001, ora em sede de Recurso ao Superior Tribunal Federal , ainda por subir

Do tal “ Matrimônio ”, coincidentemente, ainda na Administração Hermes “Laranja” , houve uma verdadeira proliferação de “ Obras ”, e homenagens, aos Gregos , em Vitória, onde, a própria Praça ,´em frente ao acesso à Ilha do Frade , localizada numa das áreas mais privilegiadas da Capital , foi batizada, com” Direito ” a monumento e tudo, de Praça da Grécia , além da rua onde moravam, no Bairro Tabuazeiro, quem também foi denominada: “ Rua da Grécia ”, acrescida da mudança de nome, inadmissível , e objeto, também, da Ação Popular , da antiga Rua D. Pedro II , no mesmo Barro Vermelho, verdadeiro “ Crime de Lesa-pátria ”, para Rua da Grécia , causando transtornos e mudança de CEP , entre outros importunos...

E mais, não bastasse, há, pelo menos, uma Escadaria , a “ da Grécia ”, no mesmo Bairro, em, homenagens, e mais, repetidas, homenagens, aos Invasores , ora, detentores de verdadeira fortuna, o que não é “ Crime ”, em um País Capitalista , mas, não, sendo o caso, quando tal Atividade é feita na Surdina, durante o Fim-de-semana, enquanto a Cidade dorme .

Isso: Pensamos nós, a Sociedade Capixaba , por Moralidade ou Patriotismo , não pode aceitar.

Então, eu lhes pergunto:...

“Cadê a Praça Pública que estava aqui ? ”

Então, eu mesmo lhes respondo:

“ O Grego comeu ! ”

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