CONDOMÍNIO PRAIA BELLA : “QUANDO O PERIGO MORA AO LADO... ”
Por : Pettersen Filho A vida Moderna, nas Grandes Capitais do Brasil, trás consigo, também embutidos, grandes desafios, além do Conforto e da Comodidade de se ter tudo ali, ao alcance da mão, tal como os Entregadores de Pizza, sempre de Plantão, o a Internet a Cabo, ao simples dispor de um toque no Botão do Computador. É que nas Saídas das Escolas e nos Logradouros Públicos, onde flui o Trânsito Sobejado das Capitais, perambulam também os Traficantes de Droga e as Balas Perdidas, também, sempre ao alcance dos nossos filhos ou pára-brisas dos nossos carros, na Contra - mão . Fenômeno dos mais novos que se pode constatar, é a marcante presença dos Condomínios , quem substituem, nos Bairros, e nas Ruas, cada vez mais verticalizados, as velhas casas, dando lugar a Arranha-céus: Verdadeiros Pombais Humanos , no espaço onde, antes, viviam felizes, com quintais floridos e velhas bananeiras, em suas modestas casinhas, as Famílias Brasileiras. Exemplo inusitado, podemos ver, em Vitória/ES, o caso do Edifício Praia Bella , quem, muito pode esclarecer o Fenômeno do Processo de Acotovelamento , e Contingenciamento , moderno, das Populações Humanas, no conflito que se dá, permanentemente, entre o tal Condomínio , um Semi-arranha Céus, de cerca de quinze andares, e a Casa Vizinha , da Costureira Alexandra Forattini, que, de certa forma, paga, com o seu desconforto pessoal, o preço desse Novo Progresso. Moradora antiga do local, Alexandra viu, há cerca de dez anos atrás, o Terreno Baldio que avizinhava a sua modesta casa, dar lugar ao Arranha-céus: O Condomínio Praia Bella. Com a Construção vieram os problemas. Tendo a sua casa recoberta por telhado, tipo “Eternit”, constantemente suporta o arremesso de detritos, de cima do Prédio, numa variedade que vai de Garrafa, tipo “Pet”, até Aparelho de Barbear, CD`s inutilizados e Absorventes usados. Num desses eventos teve a sua Caixa Dàgua, tipo “Eternit” atingida e quebrada, o que a levou a acionar a Justiça, através do Juizado Especial Cível, pelo soerguimento de uma Tela Protetora, entre os imóveis, ação proposta ainda em 2005, na qual se viu vencedora. Incauto, o Condomínio recorreu ao Juizado Colegiado Recursal, pelo não cumprimento da Obrigação, vindo a ser Condenado, novamente. Já em fase de Execução de Sentença, em Embargos, um novo Juiz do Caso, o Dr. Vladson Couto Bittencourt, quem já fora, inclusive preso, pelo uso de Exctasy, ajeitado de ultima hora na Causa , o qual, moralmente , jamais deveria estar judicando , desobrigou o Condomínio de cumprir a Sentença, Integralmente, fazendo da simples atividade de “ Morar ”, relativo á Costureira Alexandra, um total e completo Risco de Vida , diante dos materiais, constantemente, arremessados contra a sua Casa, enquanto o Colegiado Recursal e a Corregedoria de Justiça reanalizam o “ Caso ”. Então, como se dizia na Cidade Alta, em Salvador, antes da existência dos Esgotos Sanitários e do Elevador Lacerda, quando a População esvaziava seus pinicos: “Sai de baixo “Iôio, que la vai côco.” . |